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Nova espécie de minissapo é batizada em homenagem ao presidente Lula

foto: Ricardo Stuckert

Uma nova espécie de sapo descoberta na Serra do Quiriri, em Garuva, Santa Catarina, recebeu o nome de Brachycephalus lulai em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O registro oficial da espécie foi publicado na quarta-feira (10) na revista científica Plos One, celebrando a biodiversidade da Mata Atlântica e o trabalho de conservação ambiental no Brasil.

O minissapo chama atenção pela coloração laranja intensa, mas é extremamente difícil de ser avistado devido ao tamanho diminuto menor que um grão de arroz. Os machos medem cerca de 8 mm, enquanto as fêmeas chegam a aproximadamente 13 mm. Entre suas características peculiares, estão o nascimento já em formato de sapo, sem passar pela fase de girino, a ausência de habilidade para nadar e um número reduzido de dedos.

A espécie vive entre 700 e 1.800 metros de altitude, o que contribuiu para o desenvolvimento de maior resistência ao frio. Assim como outros membros do gênero Brachycephalus, o Brachycephalus lulai é considerado um exemplo de microendemismo radical — termo usado para espécies que habitam exclusivamente uma área muito restrita. “Esses animais só existem ali, naquele topo específico. São verdadeiras ilhas no céu”, explica Luiz Fernando Ribeiro, pesquisador do Mater Natura e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Qualquer alteração ambiental, mesmo pequena, pode comprometer toda a população.”

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, celebrou a homenagem ao presidente nas redes sociais. Ela destacou que o reconhecimento reafirma a Mata Atlântica como um dos biomas mais diversos do planeta e lembrou que Lula criou cerca de 25 milhões de hectares de unidades de conservação em seus dois primeiros mandatos. Para Marina, a escolha do nome é uma “merecida homenagem” e ressalta a exuberância do minúsculo sapo e de seu canto característico.

O Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, responsável pela descoberta, também reforçou o papel de Lula na criação de áreas protegidas durante seus três mandatos, classificando o avanço como “sem precedentes” para a preservação de biomas, ecossistemas e espécies. A instituição é responsável por identificar 18 das 44 espécies de minissapos descobertas no Brasil.

A catalogação do Brachycephalus lulai traz não apenas reconhecimento ao presidente, mas também um alerta sobre a urgência de conservar a Mata Atlântica, bioma que já perdeu 93% de sua vegetação nativa. “Se esses ambientes de montanha desaparecerem, perdemos não apenas espécies, mas também histórias evolutivas e conhecimento que ainda nem compreendemos por completo”, afirma Paulo Pizzi, presidente do Mater Natura. A descoberta reforça a importância da preservação de ambientes únicos que abrigam espécies extremamente vulneráveis.

Com informações do Estado de Minas