Ciência e Saúde

OMS classifica carnes processadas como cancerígenas e alerta para consumo moderados

Foto: Pixabay

Alimentos comuns na dieta dos brasileiros, como presunto, bacon, salsicha e linguiça, passaram a ser alvo de maior atenção após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar as carnes processadas como cancerígenas para humanos, no mesmo grupo de risco do tabaco.

A classificação é resultado de um amplo levantamento científico conduzido pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), órgão ligado à OMS responsável por estudar as causas do câncer. O relatório baseia-se em uma meta-análise que reuniu dados de diversos estudos realizados ao longo dos anos em diferentes países.

Segundo a análise, há evidências consistentes de que o consumo regular de carnes processadas está associado ao aumento do risco de câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto. Os pesquisadores apontam que uma porção diária de cerca de 50 gramas desses produtos já é suficiente para elevar significativamente a probabilidade de desenvolvimento da doença ao longo da vida.

São consideradas carnes processadas aquelas submetidas a métodos como cura, defumação, fermentação ou adição de sal e conservantes para prolongar a durabilidade ou intensificar o sabor. Além de presunto e bacon, entram na lista salsichas, salames, linguiças e carnes enlatadas, produzidas a partir de carne bovina, suína, frango ou até subprodutos, como miúdos e sangue.

A OMS também avaliou a carne vermelha não processada, como boi e porco frescos, classificando-a como fator de risco provável para o câncer, embora com evidências menos conclusivas. Ainda assim, especialistas indicam que o consumo excessivo pode estar relacionado a tumores no intestino, pâncreas e próstata.

Apesar do alerta, a OMS destaca que a carne tem valor nutricional relevante, sendo fonte de proteínas, ferro e vitaminas. A recomendação não é eliminar esses alimentos, mas adotar moderação, equilíbrio e uma dieta mais variada, com maior consumo de alimentos naturais. O objetivo é orientar governos, profissionais de saúde e a população a fazer escolhas alimentares mais conscientes e informadas sobre os riscos à saúde.

Com informações do Tribuna de Minas