Dados divulgados pelo Sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam uma redução significativa nos alertas de desmatamento entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. Na Amazônia, a queda foi de 35,4% em relação ao mesmo período anterior, o menor índice da série histórica. No Cerrado, a redução foi de 5,9%. Já no Pantanal, os alertas cresceram 45,5% frente a 2024/2025, mas ainda permanecem 65,2% abaixo do registrado em 2023/2024, segundo correção apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente.
A ministra Marina Silva destacou que os números indicam uma tendência positiva para 2026, caso o padrão se mantenha. Ela ressaltou que o Deter, embora não seja o sistema oficial Prodes, funciona como um termômetro quase em tempo real da eficácia das políticas públicas. “A transparência passou a ser uma marca da política de controle do desmatamento”, afirmou.
O coordenador do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros do Inpe, Claudio Almeida, reforçou que a tendência é consistente, mas alertou que os próximos meses são decisivos, já que historicamente os maiores picos de desmatamento ocorrem no fim da estação seca. “A tendência é forte, mas não é garantia”, disse.
Integrantes do governo atribuíram os resultados ao reforço da fiscalização e ao foco em áreas críticas. O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, explicou que o Deter orienta operações do Ibama em campo, permitindo respostas rápidas. Já o secretário André Lima destacou o papel dos 81 municípios prioritários no combate ao desmatamento, que vêm apresentando desempenho acima da média nacional.
Além dos dados, o governo anunciou a ampliação da transparência dos planos de combate ao desmatamento em todos os biomas, com abertura das informações do PPCDam e dos sistemas de monitoramento. A Casa Civil ressaltou que a atualização do plano envolve 19 ministérios e integra a estratégia nacional de alcançar desmatamento zero até 2030.
Segundo o MMA, os números não substituem as taxas oficiais anuais, mas funcionam como um indicador da capacidade de resposta do Estado diante de novas frentes de destruição florestal.
Com informações do G1 Meio Ambiente








