O ex-vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL), retornou ao Brasil e passou a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico desde o dia 9 de fevereiro de 2026, por decisão judicial. Ele é investigado pela Polícia Federal na Operação Rejeito, que apura um suposto esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Hidelbrando utiliza tornozeleira eletrônica e deve cumprir as medidas cautelares determinadas pela Justiça enquanto as investigações seguem em andamento. Ele havia deixado o Brasil dois dias antes de a operação ser deflagrada e, com o retorno ao país, passou a responder ao processo em território nacional sob monitoramento e restrições.
Em janeiro, a Câmara Municipal de Itaúna declarou a extinção e a vacância do cargo de vice-prefeito, após o então ocupante ter permanecido fora do país por mais de 15 dias sem autorização do Legislativo, o que contraria a Lei Orgânica do Município. À época, o Legislativo informou ter recebido certidão confirmando que Hidelbrando permaneceu no exterior além do prazo permitido. A legislação municipal estabelece que o prefeito ou o vice-prefeito não podem se ausentar da cidade por período superior a 15 dias sem autorização da Câmara.
Com a formalização da perda do cargo, a Prefeitura informou que atualmente Itaúna não possui vice-prefeito e que não haverá substituição para o posto. Em caso de eventual afastamento do prefeito, a lei determina que o presidente da Câmara assuma interinamente o Executivo.
Até a última atualização da reportagem, o g1 informou que não conseguiu contato com a defesa de Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto.
Com informações do G1 Centro-Oeste







