Formiga

Paula Fernandes vende mais do que Ivete, Luan e Exaltasamba juntos

Parece exagero, mas pode colocar na ponta do lápis para comprovar. Para bater a marca de ?Paula Fernandes ao vivo?, é preciso somar as vendas dos discos mais recentes de Exaltasamba, Ivete Sangalo, Caetano Veloso & Maria Gadú, Padre Reginaldo Manzotti e Luan Santana. Em 2011, foram comercializadas 1,25 milhão de cópias do disco da cantora de 27 anos, nascida em Sete Lagoas (MG).
Em segundo lugar no ranking de disco mais vendido aparece o cantor Luan Santana (?Ao vivo no Rio?- 2011) com 334 mil cópias vendidas, em terceiro o Padre Reginaldo (?Milhões de vozes?- 2011), com 294 mil; em seguida o grupo Exaltasamba (?25 anos ao vivo?- 2010), com 250 mil cópias; Ivete Sangalo está em quinto lugar com o álbum ?Ao vivo no Madison Square Garden? -2010, com 245 mil cópias vendidas, e por último, a parceria entre Caetano Veloso e Maria Gadú que resultou no álbum ?Ao vivo? ? 2011, com 140 mil cópias.
O CD-DVD de Paula foi gravado em outubro do ano passado em um estúdio paulistano e aposta não só em músicas próprias, mas em covers de Ivete Sangalo (?Quando a chuva passar?), Roberto Carlos (?Costumes?) e Shania Twain (?Man I feel like a woman?).
Na comparação com CDs de artistas que sempre aparecem nas listas de mais vendidos, Paula mostra com números como foi da fama de ?namoradinha de Roberto Carlos? a sucesso de vendas em menos de um ano.
Os argentinos falam inglês melhor do que nós
Dos executivos brasileiros, só um terço têm fluência em inglês, segundo uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Michael Page. O resultado pode parecer razoável para quem pensa no deserto de falantes de inglês nas nossas ruas, mas ele mostra que estamos muito atrás do México, do Chile e da Argentina. Nesses países, de acordo com a Michael Page, os índices de falantes de inglês entre os executivos são de, respectivamente, 52%, 46% e 49% .
O México se beneficia da proximidade geográfica e da maior integração econômica com os EUA. A Argentina tem uma população, na média, muito mais culta e educada que a nossa. Isso pode até ajudar a explicar, mas não resolve o nosso problema. Continuamos vendo uma multidão de estudantes que tem o primeiro contato com inglês como disciplina, na escola, mas não aprende quase nada. Outra multidão frequenta escolas de idiomas, paga muito por isso e aprende um pouco mais ? só um pouco. Os professores poderiam fazer um esforço maior para associar o idioma com assuntos de que os alunos gostem (música, cinema, séries de TV ou qualquer outro tema). Eles poderiam também ser mais diretos: ?adolescente, se você aprender a falar inglês razoavelmente, vai ganhar mais dinheiro e ter mais opções na carreira do que se não falar. Se aprender a falar inglês muito bem, vai ganhar mais ainda do que quem fala só razoavelmente?. O apelo do inglês é muito maior que o apresentado por, digamos, história e geografia. Por que será tão difícil fazer o brasileiro perceber isso?