Formiga

Estudantes desenvolvem robôs e projetos para torneio de robótica

Neste sábado (29) e domingo (30), o ginásio da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) se tornará uma arena para uma disputa de conhecimento. Será realizada na cidade a 2ª edição do Torneio Mineiro de Robótica, competição que envolve cerca de 360 pessoas, entre estudantes, professores e colaboradores de escolas de diversas cidades mineiras. No total, 30 times vão colocar à prova suas habilidades na área de pesquisa, programação, planejamento e trabalho em grupo. Dessas, dez são formadas por estudantes de escolas estaduais.
O torneio mineiro faz parte de uma competição que atinge estudantes de escolas do mundo inteiro. O tema deste ano são as tecnologias associadas ao corpo humano, e todas as competições realizadas no planeta estão relacionadas a esse tema. Nos dias de competição, cada time tem que programar um robô, montado a partir de peças de lego, para percorrer uma arena no formato do corpo humano e executar tarefas. ?Uma das tarefas é corrigir um osso fraturado e colocar gesso, outra é levar um marcapasso ao coração?, explica o coordenador do torneio, Nilton Sérgio Joaquim. As equipes também são avaliadas pela criatividade, design e funcionalidade do robô e pela capacidade de trabalhar em equipe.
O quarto e último ponto de avaliação está fora da arena. Na competição, cada equipe apresenta um trabalho de pesquisa ligado ao tema corpo humano, que foi desenvolvido a partir de problema observado na sociedade. A equipe Hard 62, por exemplo, foi buscar soluções para os deficientes visuais. ?Os estudantes propuseram na pesquisa uma bengala inteligente para ajudar os deficientes visuais. Dois sensores na bengala detectam objetos tanto no chão, quanto suspensos, como, por exemplo, um galho de árvore ou outro obstáculo. Os sensores transmitem uma vibração que evita o choque?, explica o estudante do curso de Engenharia de Controle e Automoção da Unifei e mentor da equipe Hard 62, Bruno Eduardo Gorini.
Lucas Felipe Dias, de 14 anos, que o diga. Estudante de escola estadual, Lucas é integrante da equipe Volts e participa do torneio pela primeira vez. Na capacitação pela qual passou antes da competição, ele aprendeu regras de robótica e programação. ?A gente faz a programação do robô para cada tarefa, depois é só transferir os cálculos para a arena. Eu adorei participar desse projeto e estou confiante no nosso robô?, explica.
A confiança, aliás, não vem à toa. Se depender do nome, o robozinho da equipe Volts tem tudo para se mostrar um gênio em meio aos outros representantes. ?Chamamos o nosso robô de Steve Jobs, em homenagem ao criador da Aple?, afirma Lucas. ?Já estou até ansioso pelo torneio, com adrenalina a mil e até frio na barriga?, completa.
Para garantir a vaga
Cada etapa do torneio vale 400 pontos e é considerada vencedora a equipe que obtiver a melhor média entre as quatro etapas. Os melhores colocados terão a chance de colocar seus conhecimentos à prova diante de estudantes de várias partes do país. Os cinco primeiros colocados serão classificados para a etapa nacional do torneio, que está prevista para março de 2012, em São Paulo. A etapa nacional é classificatória para uma das três etapas internacionais, que serão realizadas nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
O torneio tem como organizadores a AMEducação (representante da ZOOM Education For Life e da FIRST ? For Inspiration and Recognition of Science and Technology no Brasil).