O sequestrador da adolescente Sarita Marques da Silva, 14, mantida refém durante oito dias em um cativeiro na serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, região Centro-Oeste do Estado, deu um novo nó na polícia anteontem e continua foragido. Procurado há 14 dias, quando iniciou o sequestro, Lindair Marques, 32, voltou à sua casa durante a noite para buscar roupas e comida, mas conseguiu escapar novamente de um cerco policial. Por volta das 22h, a mulher do suspeito, Lenilda Simões, 32, percebeu uma movimentação em um barranco ao lado de sua casa, localizada a menos de 500 m de uma das estradas que dão acesso à serra. Ao chegar até a porta, conforme informou à polícia, viu o marido implorando por comida e roupas.
Segundo a reportagem apurou, alguns policiais estavam de tocaia no local quando também viram a chegada do sequestrador e pediram apoio. Minutos depois, com a chegada do reforço, vários disparos foram ouvidos pelos moradores. Marques conseguiu fugir entrando no mato da serra. Ninguém ficou ferido, porém, a casa do suspeito amanheceu com várias marcas de tiros.
Vizinhos contaram que se assustaram com o ocorrido e fecharam as janelas das casas. Foi um pânico só. A gente não sabia direito o que estava ocorrendo. Fechei tudo, disse a dona de casa Gisele Rodrigues dos Santos, que mora na mesma rua do suspeito. Ela contou ainda que escutou choros e gritos dos filhos do sequestrador. Não sei ao certo quantos tiros foram dados, mas os filhos deles choravam pelo pai. Estava muito escuro porque a rua não possui iluminação, disse.
A advogada de Marques, Ana Maria de Miranda, afirmou ter ficado surpresa com o aparecimento do cliente na cidade. Ele não entrou em contato comigo para isso. Estamos tentando ver se ele se rende. Isso será o melhor para todos, disse.
As polícias Militar e Civil não quiseram comentar o fato. As corporações não informaram quantos policiais estão envolvidos nas buscas ao sequestrador.








