Reviravolta nos bastidores do Formiga Esporte Clube. Após a derrota para a União Luziense no domingo pela manhã, a diretoria anunciou a demissão do técnico Paulo Rogério e informou que Célio Costa assumiria o cargo de treinador do FEC.
No entanto, Célio e FEC não chegaram a um acordo definitivo e o novo treinador será Paulo César Alencar.
Natural de Montes Claros (MG), PC, como é conhecido, já dirigiu diversas equipes do interior de Minas e tem como principais êxitos alguns acessos de divisões.
O principal deles aconteceu em 1992, quando levou a Alfenense para a elite do futebol mineiro, ao ser campeão do Módulo II.
Além da Alfenense, PC já dirigiu outras equipes como o Montes Claros e o Ateneu, a Ulbra e o Ji-Paraná (Rondônia),
Em 2007, o técnico foi campeão do estadual de Rondônia pela equipe do Gênus.
Paulo César Alencar está na cidade de Montes Claros e deverá ser apresentado pela diretoria do FEC nesta terça-feira pela manhã.
Paulo Rogério sai magoado
De acordo com o site www.fecformigaesporteclube.com.br, o ex-treinador Paulo Rogério revelou sair magoado do FEC, pois, segundo o próprio, aceitou as condições propostas pela diretoria.
?Achei um ato de covardia (a demissão), pois no momento que assumi um compromisso com a diretoria, eu tive que aceitar a contratação de 14 jogadores que lá já estavam. Os reforços que pedi nunca chegaram, e o pior, todos que eu trouxe estão jogando, casos do Rafinha, Maranhão, Bruno Mineiro. Agora por que essa desvalorização comigo, se um time como a Caldense, que tem uma comissão e jogadores da primeira divisão, com uma folha de pagamento 4 vezes maior do que a do FEC, o técnico não caiu? Eu perdi duas fora de casa pelo placar mínimo, e fui demitido. Acho que a diretoria deveria ter revisto os seus conceitos?, disse Paulo, que chegou ao FEC a pouco mais de um mês.
O técnico ainda teria dito que alguns diretores do FEC não o apoiavam. ?Uma coisa quero deixar bem claro: desde o primeiro momento que pisei em Formiga, senti que muitos dirigentes do FEC não acreditaram em meu trabalho. Agora saio de cabeça erguida, pois eu perdi 2 jogos fora jogando bem, sem reforços, e somente com promessas da diretoria. Por isso, a esses diretores que não confiaram em mim, sinto que vocês são muito inexperientes, pois ?cornetar? é fácil, me dar a solução é mais difícil. Trabalhar como trabalhei não compete somente em fazer. Demonstrei competência, porém treinador não chuta bola pro gol. Antes de ?cornetar?, deveriam, se realmente gostarem do FEC, apoiar e não se fazer de conhecedores, quando mal sabem avaliar jogadores, pois vi a inabilidade de vários onde se rotulavam capazes de conhecer o futebol. Como torcedores sim, mas como profissionais estão muito longe?, desabafou, dizendo que a alegação da diretoria foi a seqüência de maus resultados.
?O meu mal foi confiar em uma diretoria que não me atendeu quando pedi. Por isso quando eu cheguei, aceitei morar em concentração, aceitei dividir determinados momentos junto com os atletas, coisas que determinados treinadores do passado não faziam. Mas como profissional que sou, tentei compreender o lado do FEC (…) Estou triste por não ter tido tempo de me despedir de vários amigos que na cidade deixei, mas torço pelo FEC. Agora espero que alguns dirigentes aprendam que futebol é respeito, futebol é profissional, e quando ouvi a frase do atual presidente Anselmo, que futebol é resultado e que o FEC não iria precisar dos meus serviços, eu pensei, ?uma diretoria que derruba até o presidente, onde fica no futebol brasileiro o respeito por aqueles que realmente são profissionais??. Pois, se aceitei trabalhar sem reforços, o mínimo era dar condições de trabalhar, pois trabalhar pelo salário que recebia, abaixo de jogadores que estão no banco, isso não significa que fui para o FEC não pra ganhar grande salário, e sim para ter oportunidade de mostrar um trabalho profissional?, finalizou.








