Brasil e a Argentina empataram por 0 a 0 no Mineirão, em uma partida marcada por muitas faltas e nenhum gol. Durante o começo do jogo, o Brasil pressionou bastante os Argentinos, que tentaram avançar lentamente, com segurando a posse de bola com muitos passes. Mas a partir do final do primeiro tempo, a partida esfriou bastante, e as chances reais de gol, dos dois lados, quase não existiram. É a primeira vez em 20 anos que as duas equipes empatam em uma partida sem gols.
Apesar de ter atacado bastante, os melhor do Brasil foi a defesa, bem precisa, que conseguiu evitar todos os lançamentos de bola partindo de Riquelme, além de alguns contra-ataques perigosos. Já a Argentina jogou com calma, mas ao mesmo tempo que não conseguiu pressionar a seleção brasileira, foi capaz de evitar grande parte dos lances perigosos do Brasil.
Mostrando serviço
O Brasil começou o confronto atacando, mas desperdiçando pelo menos duas boas chances, uma com escanteio fraco de Anderson, outra com uma falta muito forte de Adriano. A chance mais perigosa nesse começo foi aos 5 minutos, com uma cobrança de escanteio de Júlio Baptista, que foi na cabeça de Juan, mas o zagueiro errou, por pouco.
Entre os 12 e 13 minutos, duas faltas perigosas no campo do Brasil dão a chance de Riquelme lançar a bola na área, mas nas duas os brasileiros conseguem afastar o perigo. Nesse começo de jogo, muita pressão do Brasil, que mal deixa a Argentina chegar ao meio-de-campo. Nas poucas vezes que os Hermanos tiveram a posse de bola nessa primeira fase, seguraram bem a bola, avançando com calma e muitos passes.
Hermanos acordam para o jogo
O segundo terço do primeiro tempo começa com perigo vindo para o lado do Brasil: Heinze faz cruzamento pela esquerda, Júlio Cruz cabeceia mas Júlio César defende com tranquilidade. O Brasil insiste com os ataques, mas a Argentina começa a pressionar mais o time verde e amarelo.
Outro perigo vem de mais uma jogada de falta: Juan derruba Riquelme aos 19 min, e recebe cartão amarelo. O próprio Riquelme bate, tentando mais uma vez lançar a bola na área, e mais uma vez o Brasil tira a bola.
A partir dos 20 minutos, o Brasil começa a atacar com bastante perigo, finalmente se encontrando na partida. A mais importante é um ataque em que Robinho chega sozinho até a linha de fundo, consegue driblar o goleiro mas fica sem ângulo para chutar, e termina cercado por três defensores argentinos.
Mais uma vez, quando a Argentina consegue a posse de Bola, tenta avançar com lentidão e muitos passes, segurando a posse de bola.
Fim da primeira etapa morno
O fim do primeiro tempo começa com uma substituição: Anderson é derrubado, sente a pancada e acaba saindo. Diego entra em campo em seu lugar. O jogo fica um pouco mais morno, e Messi e Riquelme aparecem bem pouco nesse primeiro tempo, enquanto no Brasil é possível destacar a defesa precisa de Juan, que segura bem os Hermanos nas jogadas áreas e lançamentos no campo brasileiro.
Aos 40 minutos do primeiro tempo, mais uma falta perigosa para o Brasil, mas Riquelme cobra falta encima da barreira, e desperdiça a chance. Aos 42 minutos, é a vez do Brasil desperdiçar uma falta: Diego chuta de longe, e bola cai no colo de Abbondanzieri. A última grande chance Argentina, vem de Messi: o atacante conseguiu chegar quase livre na área de Júlio César, mas chutou fraquinho para fora.
Nesse primeiro tempo, o Brasil pressionou bem os Argentinos com ataques perigosos, mas cometeu muitas faltas perigosas, em que Riquelme teve a chance de lançar a bola na área. Já a Argentina tentou segurar a posse de bola, para realizar ataques mais precisos, mas poucos perigosos.
Recomeço sem muita pressão
O começo da segunda etapa parece morno como fim da primeira. O Brasil faz muitos ataques, enquanto a Argentina insiste na mesma estratégia de segurar a posse de bola quando possível, jogando sem pressa.
Mas é pouco o perigo nessa parte do jogo, que é marcada por muitas faltas de ambos os lados, em jogadas genuinamente violentas. O lance mais perigoso vem da Argentina, com um chute de Riquelme de dentro da área, que passa por cima do gol de Júlio César. Aos 13 minutos, o árbitro chama atenção dos técnicos do Brasil e Argentina, que estavam passando dos limites da área técnica. Riquelme começa a participar mais do jogo nesse segundo tempo.
Poucas chances de gol
Em duas faltas, o goleiro Abbondanzieri salva a Argentina defendendo chutes de Diego e Júlio Batista. O Brasil continua fazendo mais pressão, com a diferença que os jogadores passam a segurar um pouco mais a bola, trocando passes, da mesma forma que a Argentina fez o jogo inteiro. Aos 22 minutos, o técnico Argentino coloca Agüero no lugar de Júlio Cruz. Nesse momento a torcida mineira começa a vaiar o técnico brasileiro Dunga.
Pouco depois, o técnico tira Adriano do campo e coloca Luis Fabiano, mas a substituição não é aprovada pelo público, que vaia ainda mais. Mas não demora para que as vaias parem: em seu primeiro lance no jogo, Luis Fabiano cruza para Júlio Baptista, que faz um voleio na direção do gol, mas Abbondanzieri salva mais uma vez.
Final sem graça
E tão logo o jogo chega próximo do fim,algumas poucas chances reais de gol começam a aparecer dos dois lados, mas nenhuma delas se concretiza aos 33 minutos, Dunga tira Diego e coloca Daniel Alves. Mais uma vez é vaiado pela torcida, que grita Dunga seu Jumento, e depois, aos 36 minutos de jogo, Adeus Dunga.
A Argentina continua a tentar, e aos 37 minutos, Agüero era um chute que poderia ser perigoso para Júlio Baptista. Riquelme, que não faz uma boa participação, saí do jogo aos 38 minutos para entrar Battagilia. A Argentina começa a fazer um pouco mais de pressão, mas a partida dentro do campo é menos interessante que as vaias da torcida, de não é mole não, o galinho é melhor que a seleção, se referindo a derrota dos reservas brasileiros para o sub-20 do Atlético em um treino. Aos 45 minutos Messi leva o perigo para a área do Brasil pela última vez, e Júlio Cesár defende.
Formiga
Para decepção do torcedor mineiro, Brasil e Argentina empatam em 0 a 0 no Mineirão
- por Últimas Notícias
- 19/06/2008 - 12:37








