Formiga

Ouvir música pode aumentar a produtividade no trabalho

Uma pesquisa da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, revelou que as pessoas que ouvem música enquanto trabalham realizam as tarefas mais rapidamente e têm melhores ideias que as demais. Isso se deve ao fato de a música favorecer o humor.
Quando você está estressado, pode tomar decisões precipitadamente. Você fica com um foco de atenção muito restrito. Quando você está de bom humor, consegue considerar mais opções, afirma a professora de musicoterapia que conduziu o estudo, Teresa Lesiuk.
Instintivamente, algumas pessoas gostam de ouvir melodias quando estão perdendo a atenção no trabalho. Uma alternativa é colocar os fones de ouvido para fugir do ambiente externo barulhento – ou silencioso – demais. Isso ainda pode tornar um trabalho repetitivo mais interessante.
De acordo com o fisiologista de medicina interativa, Amit Sood, em termos biológicos, sons melodiosos incentivam o corpo a liberar dopamina na área cerebral da recompensa. O mecanismo é o mesmo de quando comemos um alimento saboroso ou olhamos para algo bonito ou sentimos um cheiro bom. A mente das pessoas tende a divagar. E sabe-se que uma mente que divaga é uma mente infeliz. Na maior parte do tempo, estamos nos concentrando nas imperfeições da vida, afirma Sood. A música pode, então, nos trazer para o momento presente. Ela te tira do mesmo pensamento de sempre, afirma Lesniuk.
A pesquisadora permitiu que os participantes do estudo escolhessem qualquer tipo de música de que gostassem e que escutassem por quanto tempo quisessem. Aqueles que tinham habilidades moderadas em seu trabalho tiveram um benefício maior, enquanto os especialistas não sofreram os efeitos da música. Já os novatos, em alguns casos, acharam a música um fator de distração para o trabalho. Assim, ela conclui que a escolha de cada um é importante.
Limite. Para quem escolher escutar música enquanto trabalha, o melhor é definir limites, porque usar os fones de ouvido durante todo o horário de trabalho pode ser percebido como uma atitude mal-educada pelos colegas de, além de o hábito poder prejudicar a audição.
Segundo Sood, são necessários apenas de 15 minutos a meia hora de música para a pessoa recobrar a atenção à tarefa que está executando. Independente do gênero musical escolhido, as canções instrumentais se mostraram melhores.
O jornalista Daniel Rubin afirma que ouviu a jazz e concertos de piano durante seus mais de 33 anos de carreira, mas só usa os fones quando escreve com um prazo apertado. Ele começou usando um antigo walkman, e agora já evoluiu para os arquivos de mp3, com material suficiente para escutar música por 76 dias sem parar. Uma pessoa estalando os dedos há três mesas de distância de mim ou cantarolando do meu lado soam igualmente altos, e tenho dificuldade em me isolar do barulho delas, conta.
Trabalhando como colunista atualmente, ele faz seu serviço praticamente sozinho. Assim, é raro alguém precisar abordá-lo para alguma coisa. Mas, no começo da carreira, quando trabalhava como repórter, ele percebia que os colegas ficavam irritados quando tentavam chamar a sua atenção. Era realmente irritante porque, de repente, eu ouvia ?Dan… DAN… DAN RUBIN!?. As pessoas estavam me gritando, porque precisavam falar comigo e eu não estava ouvindo, lembra.
O advogado e corretor de seguros Andrew Enders, 28, conta que ele e seu colega concordaram em manter um rádio ligado em uma estação local quando trabalhavam juntos em um escritório de advocacia. Eles só desligavam o aparelho quando se reuniam com um cliente, e baixavam o volume quando o chefe estava por perto.
Eu trabalho com essas coisas muito sérias, revisando apólices de seguros e avaliando riscos e tendência a suscetibilidade. Uma grande parte da minha personalidade é o lado artístico, e a música me ajuda a equilibrar quem eu sou como indivíduo e o que estou fazendo no trabalho, diz Enders.