Cruzeiro e Atlético-MG tinham em comum o objetivo de acabar com uma seqüência negativa no Campeonato Brasileiro. O primeiro levou a melhor. Com um gol de Ramires já nos acréscimos, ganhou por 2 a 1 e impôs ao rival o quinto jogo sem vitória (quatro empates e uma derrota). O time celeste acabou com um jejum de quatro jogos (três empates e uma derrota).
O resultado deixou o time celeste com 21 pontos, novamente na vice-liderança. Já os alvinegros ficaram com 12 e continuam perto da zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Cruzeiro recebe o Atlético-PR, na quarta-feira, às 21h45m. No dia seguinte, o Atlético-MG encara o Internacional no Beira-Rio, às 20h30m.
O Cruzeiro teve uma série de escanteios nos primeiros minutos de jogo, fazendo a defesa do Atlético-MG dar alguns sustos em sua torcida, num prenúncio do que viria ainda no primeiro tempo. No entanto, a zaga celeste também não ficou atrás e vacilou em alguns momentos, especialmente Espinoza.
Danilinho aproveita bobeadas da defesa
Graças às falhas dos dois sistemas defensivos, o primeiro tempo teve algumas chances de perigo. Os jogadores tinham espaço de sobra para armar jogadas e receber passes no ataque – menos Danilinho, perseguido de perto por Marquinhos Paraná. Curiosamente, foi justo o atacante que teve as melhores oportunidades.
E nem foi culpa de Marquinhos Paraná, que exerceu bem a função de marcá-lo. Mas ele não podia prever duas falhas gritantes da defesa. Na primeira, Espinoza protegeu mal a bola e permitiu que Danilinho fizesse o desarme e chutasse. Fábio saiu bem e fez boa defesa. Na segunda, não teve jeito. Danilinho aproveitou bobeada de Charles e Espinoza e novamente roubou a bola. Driblou Fábio e fez 1 a 0.
Mas o Cruzeiro também levou perigo a Édson. O goleiro foi bastante exigido, apesar da má atuação da dupla de ataque do adversário, formada por Weldon e Fabinho – que jogou no lugar de Guilherme e só foi notado ao tropeçar sozinho num lance de ataque.
O gol de empate saiu também numa falha de defesa, três minutos depois que o Galo marcou. Jadilson cobrou escanteio, e Thiago Martinelli, livre de marcação, chutou de primeira, colocado. Logo antes, Weldon havia chutado rente a trave. A bola passou raspando a rede, levando muitos torcedores a comemorar.
Equipes diminuem ritmo após intervalo
Na segunda etapa, os times buscaram menos o ataque, exigindo menos das duas defesas e criando menos chances de gol. Logo aos dez minutos, Adilson Batista percebeu que o Cruzeiro ainda dominava com folgas o setor de meio-campo e adiantou Wagner, sacando o inoperante Fabinho e escalando Gerson Magrão em seu lugar.
Do outro lado, Alexandre Gallo resolveu apostar no contra-ataque e pôs Marques e Castillo nos lugares de Petkovic, muito mal, e Mariano. Dentro de campo, o atleticano Édson e o cruzeirense Fábio eram pouco exigidos. Fora das quatro linhas, os treinadores continuaram seus duelos táticos.
Preocupado com os avanços do Galo pelo lado de Jadilson, Adilson Batista sacou seu lateral-esquerdo para a entrada de Jonathan. E foi chamado de burro pela torcida. O Cruzeiro praticamente abdicou de atacar pela esquerda, onde levava mais perigo, e confiou nas jogadas de Weldon, que errou muito, pela direita.
Num dos poucos lances de perigo, Almir entrou pela direita, em contra-ataque, e cruzou rasteiro, mas a defesa levou a melhor. O Cruzeiro foi mais eficiente. Também teve poucas oportunidades no segundo tempo, mas soube aproveitar uma, com Ramires tocando com categoria na saída de Édson, aos 46 minutos.








