Formiga

Parar de fumar pede ajuda psicológica e auxílio de remédios

Poucos fumantes alegariam que é fácil largar o cigarro. O vício em nicotina é forte e repetidamente alimentado por situações que estimulam os fumantes a acenderem mais um cigarro. Ainda assim, milhões de pessoas que conseguiram se livrar do vício são a prova viva de que uma vida sem fumaça é possível até mesmo para aqueles que têm sido fumantes regulares há décadas.
A tarefa é difícil, mas não impossível. Para quem entende inglês, na internet, é possível encontrar o arquivo Guide to Quit Smoking (ou Guia para Parar de Fumar), com descrições detalhadas de todas as ferramentas e dicas para ajudar você a se tornar um ex-fumante para sempre. Não existe uma fórmula mágica para lutar contra o vício em nicotina. Contudo, com um maior entendimento de por que você fuma e das diferentes ferramentas para controlar a necessidade de acender um cigarro, você pode deixar de ser um escravo dele, afirma Richard Brunswick, clínico geral que já ajudou centenas de pessoas a largar o fumo.
Muitos precisam de, basicamente, dois tipos de ajuda para se tornar ex-fumantes permanentes: apoio psicológico e auxílio medicamentoso. Segundo a sociedade do câncer dos Estados Unidos, somente cerca de 4% a 7% das pessoas são capazes de parar de fumar a qualquer momento sem nenhum tipo de ajuda.
Esse auxílio pode ser encontrado em diferentes locais e suportes. No Brasil, o Disque-Saúde, do Ministério da Saúde, oferece atendimento gratuito pelo telefone 0800 611997 interessado pode obter informações sobre tabagismo e como deixar a dependência do cigarro. Grupos de apoio podem ser encontrados na internet, e outros fazem reuniões pessoalmente.
Boas práticas para parar de fumar são contar a amigos e familiares que está fazendo a tentativa e procurar evitar lugares onde haja outras pessoas fumando.
Para a dependência física do tabaco, existe uma série de tratamentos. O mais comum deles é a terapia de substituição da nicotina com adesivos e gomas de mascar com a substância, que podem coibir os sintomas da abstinência e ajudar o fumante a, gradualmente, reduzir a dependência.
Duas drogas – que devem ser consumidas sob a orientação de um médico – também são eficientes.
Tratam-se de uma forma do antidepressivo bupropriona, que reduz a ânsia pelo cigarro, e da vareniclina, que bloqueia os receptores de nicotina no cérebro, diminuindo tanto os efeitos prazerosos do fumo quanto os sintomas da abstinência da droga. Uma combinação de substituição de nicotina com uma dessas duas drogas costuma ser mais eficaz do que o uso de somente uma das abordagens isoladamente.