O deputado federal Gabriel Guimarães indicou por meio de emenda parlamentar R$ 400 mil para a aquisição da Unidade Móvel de Esterilização atendendo à solicitação da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante reunião realizada ano passado com o diretor da escola, prof. José Aurélio Garcia Bergmann e a diretora do Hospital Veterinário, prof. Eliane Gonçalves, Gabriel se comproteu a ajudar a escola a adquirir a unidade móvel para ampliar o atendimento do Projeto Ação Global Homem e Animal ? AGHA ? um dos mais importantes projetos que vem sendo desenvolvidos pela escola de veterinária.
O projeto tem como objetivos principais levar o atendimento às cidades para que sejam feitas castrações e esterilizações de animais, além do trabalho educacional sobre a posse responsável, condições sanitárias dos animais, cuidados necessários para se evitar a transmissão de doenças entre animais e seres humanos, além da realização de campanhas para controle populacional. O projeto foi implantado no ano passado e recebe o apoio e financiamento do MEC.
Segundo pesquisa (Luna, 2009), o Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos e é o segundo maior mercado de produtos e serviços par animais de companhia. A pesquisa revela que em algumas situações os animais são mais valorizados que os próprios parentes, mas tem uma realidade crescente de animais que sofrem maus tratos constantes ou são abandonados por se tornarem inconvenientes e é nesse cenário que se fundamenta o funcionamento do Projeto AGHA.
O coordenador do projeto, professor Rafael Faleiros, explica que o alto índice de abandono relatado no Brasil tem causado importantes repercussões negativas na segurança e na saúde da população em geral com crescimento da incidência de zoonoses, ataques de animais e acidentes com animais soltos em vias públicas. Rafael destacou a importância do investimento para a compra da unidade e o aperfeiçoamento do trabalho que vem sendo realizado pela Faculdade de Veterinária da UFMG.
?A iniciativa do deputado Gabriel Guimarães será fundamental para a continuidade e expansão do Projeto AGHA, pois a unidade móvel dotada de um moderno centro cirúrgico permitirá a implementação das campanhas nas diversas comunidades do estado. Trabalharemos para que o AGHA se torne exemplo de sucesso e que possa ser seguido por outras universidades, atingindo os mais diversos estados brasileiros?, conclui.
Juatuba foi a primeira cidade atendida pelo AGHA com a castração e esterilização de 90 animais. De acordo com Sandro Coelho, um dos participantes do projeto, o trabalho hoje exige o deslocamento de toda a estrutura da faculdade para a realização dos procedimento cirúrgicos, realizados no espaço cedido pela administração municipal.
Segundo Sandro, as próximas cidades a serem atendidas pelo projeto são Lagoa Santa e Esmeraldas, localizadas na região metropolitana de Belo Horizonte. ?Com a estrutura que temos hoje devemos atender este ano 20 cidades, mas podemos triplicar este número com a compra da Unidade Móvel de Esterilização, além de levar o programa para os municípios em todo o interior do estado?, afirma.
Como funciona o projeto
Na primeira etapa de contato e divulgação, é realizado o contato com prefeituras e subprefeituras localizadas na região metropolitana de Belo Horizonte para identificar aquelas que tenham interesse em estabelecer parceria com o Programa AGHA. Nessa fase, líderes comunitários e religiosos são contatados para que se possa estabelecer uma relação de confiança e divulgar o evento AGHA. Escolas também são visitadas por pesquisadores e alunos para divulgação do evento.
A segunda etapa de diagnóstico, também denominada Evento AGHA, é realizada em local público (praça ou ginásio) onde os animais são examinados e coletadas amostras de sangue, a fim se efetivar o cadastro dos animais para as castrações. Nessa mesma oportunidade são realizadas pesquisas sobre o conhecimento dos proprietários sobre zoonoses e posse responsável.
Na terceira etapa, é realizada além da esterilização dos animais cadastrados, palestras sobre zoonoses e posse responsável de animais de companhia em escolas públicas, igrejas, associações de comunidades, distribuição de folhetos e divulgação.
Além da equipe de docentes, alunos de graduação e pós-graduação em Medicina Veterinária e áreas afins são recrutados para contribuir em todas as fases. Todo o processo é uma intensa atividade de ensino, proporcionando a ampla participação de discentes e pesquisa, uma vez que todos os dados colhidos são utilizados para estudar as características da população humana e animal e suas relações, bem como para verificar o êxito das ações implementadas.








