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Com novos valores, Cemig tem a 18ª energia mais cara

A Cemig tem atualmente a 18ª tarifa de energia mais cara entre as 64 distribuidoras que atuam no país. O valor cobrado por quilowatt/hora em cada empresa, após a redução nas tarifas de energia que começou a valer a partir de 24 de janeiro, foi divulgado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Light, controlada pela Cemig, é a 25ª.
O menor valor – R$ 0,197290 por kW/h – é cobrado pela Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O posto de energia mais cara do país, que durante muito tempo foi da Cemig, agora pertence à Eletroacre, que cobra R$ 0,37060 por kW/h. O consumidor da Cemig paga R$ 0,33090 por kW/h. Essa tarifa vale até o próximo dia 7 de abril, quando entrará em vigor um novo valor, que será definido no processo de revisão tarifária conduzido pela Aneel.
A expectativa era que houvesse uma nova redução de tarifa, mas, no fim de janeiro, a Aneel aprovou um reajuste de 11,23% para consumidores residenciais. A proposta, no entanto, ainda não é definitiva, e será discutida em audiências públicas. Pela internet, qualquer pessoa já pode encaminhar ao site da Aneel suas contribuições (www.aneel.gov.br). No dia 27 de fevereiro haverá uma audiência presencial em Belo Horizonte, ainda sem horário e local definidos.
A queda determinada pelo governo federal em janeiro variou de 18% a 25% para consumidores residenciais. No caso da Cemig, o percentual ficou em 18,14%, um dos menores do país. A Aneel explicou, na época, que o cálculo incluiu as particularidades de cada concessionária, como número de clientes e fontes de onde compra a energia.
De acordo com a agência, o fato de a Cemig não ter aceitado a proposta de renovação antecipada das concessões das usinas não teve nenhum impacto no resultado final.