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Governo de Minas lança Plano de enfrentamento da Influenza A

Foi lançado na tarde desta terça-feira (5), na sede da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em Belo Horizonte, com transmissão simultânea pelo Canal Minas Saúde, o plano de Enfrentamento da Ameaça da Influenza A (H1N1). Trata-se de um conjunto inicial de medidas que tem como objetivo conter a propagação do vírus e o consequente acometimento da população.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana, o plano pretende normatizar os procedimentos a serem seguidos e evitar dúvidas em relação aos métodos que deverão ser adotados. ?O momento é de serenidade, firmeza e vigilância, embora seja um fenômeno recente e raro, não há ainda nenhum caso confirmado no Brasil. Esperamos que não seja necessário utilizar todas as fases de nosso plano, se for, estaremos preparados, mas em caso de não ser necessário, fica a experiência para uma futura eventualidade. Sendo assim, é melhor pecar pelo excesso do que pela ausência? , disse, durante a mesa de abertura.
O plano está estruturado em três níveis de enfrentamento: O primeiro descreve os procedimentos em momentos sem nenhum caso autóctone (transmissão acontece no local sem relato de viagem); o segundo, para momentos com presença de caso autóctone; e, por último, procedimentos para uma situação de epidemia.
Conforme o superintendente de Epidemiologia da SES, Francisco Lemos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) notificou os países membros, no dia 24 de abril, a ocorrência de casos humanos de Influenza A que vinham ocorrendo, desde 18 de março, no México e Estados Unidos. Três dias depois, a SES já havia instituído um grupo técnico de acompanhamento da situação da Influenza A no estado.
Já no dia 30 foi instituído o Comitê de Enfrentamento da Ameaça da Influenza A, com a responsabilidade de atualizar e implantar o Plano Estadual de Enfrentamento da Ameaça da Influenza A (H1N1). ?As ações deste plano estão estruturadas na Vigilância, na assistência hospitalar e na comunicação? , completou o Superintendente.
Gisele Bicalho, assessora-chefe de Comunicação Social da SES, explicou, durante sua apresentação, que além da imprensa, os cidadãos, os gestores, lideranças comunitárias, empresários, sindicatos e sociedade em geral também são públicos – alvo das estratégias de comunicação da Secretaria. ?Criamos um comitê de comunicação composto pela SES, Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Fundação Ezequiel Dias, Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais e Hospital das Clínicas. Também estamos fortalecendo nossa comunicação interna e a comunicação digital, com a criação de um hot site específico e um blog sobre a doença; o setor de publicidade produziu peças gráficas com informações sobre a doença e promovendo ações pontuais em grandes eventos. E já faz parte de nossa rotina a produção de dois boletins diários sobre a situação da Influenza A no estado? .
A subsecretária de Políticas e Ações de Saúde, Helidéia Lima, afirmou que ?Minas está preparada para enfrentar a Influenza A. Embora ainda estejamos na fase 1 do enfretamento da ameaça de uma pandemia de Influenza A, em que não existem casos confirmados, estamos preparando toda nossa rede assistencial e estruturando os hospitais macrorregionais, caso cheguemos nas fases 2 ou 3? .
Ações alinhadas
Além da divulgação do Plano Estadual, os gestores de saúde receberam orientação sobre à criação da retaguarda hospitalar descentralizada em todas as 13 macrorregiões do Estado. De acordo com o secretário Municipal de Saúde de Teófilo Otoni, Walter Gonçalves, é importante que todas as cidades estejam em sintonia, com as mesmas ações, em uma única direção com uma única voz. ? preciso estar em confluência, capacitados para esclarecer e atender ao público? , comentou.
Já o diretor de Atenção à Saúde de Montes Claros, Antônio Caldeira, acredita que ?a interação entre as diversas esferas do governo, buscando o bem-estar da população e o comprometimento dos gestores de saúde é fundamental nesse momento para evitar o agravamento da situação? .
A secretária Municipal de Saúde de Juiz de Fora, Eunice Dantas, ressaltou que ?o envolvimento de todos os gestores de saúde é necessário, pois gera a veiculação correta da informação, reduz o pânico e possibilita a tomada de atitudes coerentes e devidas? .