O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Augusto Anastasia, esteve em Formiga nesta terça-feira (1º). Além de discutir melhorias para a cidade com o prefeito Aluísio Veloso/PT, ele participou de uma coletiva com os órgãos de imprensa do município.
O vice-governador respondeu a perguntas relacionadas à atuação do governo de Minas na região Oeste e mais especificamente em Formiga. A coletiva foi gravada pelo programa Uniformação. Questionado se o ?choque de gestão? do governo de Minas seria a continuidade de ações das gestões anteriores, o vice-governador explicou que essa é uma metodologia inovadora, lançada em 2003 e que não se exaure em poucos anos, pois é um processo contínuo.
Turismo
O vice-governador foi indagado sobre os projetos para o turismo na região e ressaltou que o Oeste de Minas tem muitas potencialidades. Segundo Anastasia, Minas detinha um monopólio turístico, mas perdeu o posto porque o foco mudou para as regiões marítimas e em Minas não há praias, apesar de ser um Estado rico no turismo, com programas e investimentos de infraestrutura no setor. Para ele, a Copa do Mundo de 2014 será fundamental, um divisor de águas, já que Minas sediará jogos do mundial.
Projetos para a região Oeste
Sobre a interiorização do governo de Minas e os investimentos do atual governo na região Oeste, como resultados do ?choque de gestão?, Antonio Anastasia ressaltou que o governador Aécio Neves determinou a descentralização do governo, principalmente em favor dos pequenos municípios, com diversos projetos, como o Pró-Acesso, telefonia, novas unidades de saúde e a região Oeste tem um grande conjunto de obras.
Segundo o vice-governador, uma das mais importantes e vistosas são as obras nos aeroportos, como estão sendo feitas em Piumhi e em Divinópolis. Anastasia ressaltou que, até mesmo por questões geográficas, Formiga será contemplada com melhorias no aeroporto, o que contemplará também a área do turismo.
Recursos para reparos da enchente
Em relação às consequências da enchente que assolou Formiga e diversas cidades de Minas em dezembro do ano passado, o vice-governador foi indagado se existe algum fundo estadual específico no caso dessas intempéries. Antonio Anastasia respondeu que lamentavelmente não existe o fundo e que a chamada reserva de contingências que está no orçamento não é destinada exclusivamente às questões de ordem de ?defesa civil?.
O vice-governador enfatizou que as intempéries ocorreram em quase todo o Estado. ?Nos alocamos cerca de R$ 50 milhões para exatamente melhorar esses efeitos como pontes, estradas, avenidas completamente destruídas pela força das águas. Não só Formiga, como dezenas de outras cidades tiveram muitos prejuízos. Então, o Estado teve que repartir entre elas e, lamentavelmente, ainda coincidiu que logo no início deste ano, quando as intempéries aconteceram, nós tivemos uma queda brutal da nossa receita, em virtude da crise econômica?, justificou.
Como salientou Anastasia, em 2009, houve uma queda na Receita de cerca de R$ 1,8 bilhão em relação ao orçamento. Segundo o vice-governador, o prefeito Aluísio Veloso mostrou a ele durante a visita algumas necessidades que iria levar ao governo estadual e garantiu que, com a melhoria da receita, novos pleitos serão atendidos.
Prospecção de petróleo
Outra indagação ao vice-governador foi sobre a prospecção de petróleo na região, que é rica em calcário. Anastasia ressaltou que Minas sempre foi um Estado rico em minerais, portanto poderia ter petróleo e gás. Ele comentou que estão sendo feitas prospecções de gás no Alto São Francisco, com exploração de gás e que, em outubro, pode ser identificado o primeiro grande posto de gás em Minas, o que daria autonomia ao Estado na questão do gás. Se isso ocorrer, o governo terá ânimo para continuar essa prospecção, por meio de concessões federais, pois, onde há calcário, eventualmente pode haver petróleo.
Inspetoria de ensino
Sobre a reivindicação dos profissionais da educação de Formiga de se ter uma superintendência de ensino na cidade, Antonio Anastasia destacou que essa demanda não é só em Formiga, mas em diversos municípios, porém há dificuldades orçamentárias, em razão da queda da receita e o governo estadual não poderia aumentar a despesa de pessoal devido à lei de responsabilidade fiscal.
De acordo com o vice-governador, o problema não seria a instalação física de uma superintendência e sim de pessoal, que deve ser habilitado e qualificado para questões administrativas da educação. Nem mesmo uma parceria com a Prefeitura resolveria a questão, segundo Anastasia. Se houver uma ?folga orçamentária?, Formiga poderia ser contemplada.
Formiga
Vice-governador concede entrevista coletiva à imprensa formiguense
- por Últimas Notícias
- 02/09/2009 - 20:37








