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Médicos formados no exterior poderão fazer prova para validar diploma no Brasil

Estudantes que cursaram medicina em outros países poderão ter seus diplomas validados no Brasil após aplicação de exame. Nesta quarta-feira (16) foi publicada no Diário Oficial da União uma portaria dos ministérios da Saúde e da Educação que a aplicação de uma prova específica para que a formação profissional seja considerada válida no país. O Ministério da Saúde estima que 5 mil médicos deverão se interessar pela medida.
A portaria propõe duas etapas para o exame: uma avaliação escrita e outra prática, de habilidades clínicas. A validação ficará sob a responsabilidade de universidades públicas brasileiras que ofereçam curso de medicina e queiram aderir às regras da portaria.
A avaliação será elaborada com base na Matriz de Correspondência Curricular, elaborada por professores dos cursos de graduação de medicina de 16 universidades públicas brasileiras. A coordenação ficará sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
De acordo a portaria, os candidatos deverão comprovar que se graduaram em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação ou órgão correspondente do país de conclusão. A carga horária mínima do curso deverá ser de 7,2 mil horas com período de integralização de seis anos e 35% em regime de internato.
Atualmente, quem deseja validar o diploma obtido no exterior passa por um processo de validação de documentos que pode se estender por até seis anos. Esse mecanismo continuará valendo, mas o candidato poderá optar pela realização dos exames.
Os interessados devem se inscrever no processo de avaliação, fazer os exames e, caso sejam aprovados, apresentar os resultados a uma das universidades credenciadas.
As instituições interessadas em participar do projeto de revalidação devem assinar um termo de adesão com o Ministério da Educação (MEC) até 2 de outubro.