Formiga

Novo vale alimentação gera transtornos a servidores e comerciantes

A nova empresa responsável pelo cartão de Vale Alimentação dos servidores públicos de Formiga (Prefeitura, Saae e Previfor), escolhida por meio de licitação (pregão presencial 0164/2012), a Coopelife não está agradando.
A entrega dos cartões começaram no fim do mês de julho e a lista de estabelecimentos credenciados e a área de cobertura do cartão viraram motivo de reclamação de vários servidores que entraram em contato com a redação do jornal Nova Imprensa/ Portal Últimas Notícias, durante toda a semana.
O descontentamento dos servidores está no fato da antiga prestadora do serviço, além de atender em território nacional, ser conveniada ao maior supermercado da cidade, o ABC que não entrou em acordo com a Coopelife. Em contato com o gerente do supermercado em Formiga, Wagner Duarte, ele informou que é grande o número de servidores da Prefeitura que chega ao supermercado e, só no caixa, descobre que o cartão alimentação não é mais aceito, causando grande constrangimento. Sobre o não fechamento de acordo com a nova prestadora do serviço, o gerente explicou que a taxa cobrada pela administradora é impraticável. ?A variação do repasse que fazemos para esse tipo de serviço é de 2 a 3,8% e essa empresa cobra 6%, além disso, recebemos os valores das compras em 20 dias, e nessa empresa o pagamento é feito em 60 dias?.
Com um grande número de clientes servidores públicos, o gerente disse que a empresa (ABC) está aberta a negociações. ?Estamos abertos a entrar em um acordo, desde que a taxa proposta pela Coopelife seja dentro do que hoje, é praticado pelo mercado?.
Em contato com outros gerentes de supermercados e sacolões que fazem parte da lista divulgada pela Coopelife de parceiros, a reclamação foi a mesma, porém as taxas variaram entre 5% e 7%, consideradas altas por todos. Mesmo se sentindo lesados com a perda na margem de lucros, esses empresários optaram em fechar com a empresa, segundo eles, por respeito aos clientes, porém, tentarão negociar taxas mais baixas.

<2>Na Prefeitura
Na Prefeitura, a informação do secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Carlos Alberto Sales, é de que essa negociação com estabelecimentos comerciais é mesmo de responsabilidade da empresa vencedora da licitação, e que a administração não pode, de maneira alguma, sugerir empresas.
Sobre as limitações de uso territorial do cartão, aceito apenas em Formiga, comunidade rural de Albertos e Córrego Fundo, o secretário disse que o direito de participar da licitação, que até então exigia que a empresa vencedora atendesse em todo território nacional, foi conquistada pela Coopelife na Justiça.
Com relação às taxas praticadas pela empresa, com grandes variações de um estabelecimento para outro, o secretário explicou que até o momento, nenhuma reclamação oficial chegou até ele. Porém, se a insatisfação for oficializada, ele enviará a questão para o setor jurídico da Prefeitura. ?Se essa reclamação chegar e o jurídico entender que essas ações da empresa estão em descumprimento ao contrato firmado com a Prefeitura, tomaremos as medidas cabíveis? disse. Carlos Alberto afirmou ainda, sentir muito pelos constrangimentos passados por servidores, porém juntamente com os cartões, a Coopelife enviou uma lista de todos os estabelecimentos parceiros.

<3>Na Coopelife
Na empresa prestadora de serviço, o responsável pelo setor jurídico e comercial Cláudio Madureira explicou a razão das taxas praticadas, consideradas altas pelos comerciantes. ?Hoje, o custo operacional para a manutenção do sistema para manter o programa funcionando para os servidores durante 24 horas por dia, é alto, cerca de 5%, por isso precisamos cobrar acima disso?. O representante da Coopelife disse ainda que a variação entre 5 e 7% entre as empresas ouvidas pela reportagem é comum. ?É o que chamamos de livre negociação de comércio, e hoje não podemos oferecer menos que os 5% porque fica inviável manter o plano?. Cláudio fez questão de frisar que o desejo da empresa é que o servidor fique satisfeito. ?Estamos no início dos trabalhos e não existe uma rede perfeita, mas estamos buscando o máximo de empresas possível para fazer parceria, mas não depende apenas de nós. Isso é um processo e a tendência é ficar cada vez mais satisfatório para os servidores.?, encerrou.