Formiga

Morre ex-senador e ex-ministro Murilo Badaró

O presidente da Academia Mineira de Letras, ex-ministro e ex-senador Murilo Paulino Badaró morreu na noite desta segunda-feira, aos 78 anos, de infarto agudo, em seu apartamento no Bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Formado em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, ocupou vários cargos públicos.
O corpo de Murilo Badaró, é velado desde às 2h desta terça-feira (15) na sede da AML. O sepultamento está marcado para o meio-dia, no Cemitério do Bonfim. Ele deixa viúva Lucy Prado, com quem estava casado há 54 anos, sete filhos, 16 netos e quatro bisnetos.
Em abril deste ano Murilo Badaró chegou a ser internado para se tratar de uma pneumonia, mas deixou o hospital para participar do lançamento de seu último livro Bilac Pinto, o homem que salvou a república.
Pesar
O governador Antonio Anastasia (PSDB) decretou luto oficial de três dias no estado. ?Recebo com imenso pesar a notícia do falecimento de Murilo Badaró. Perco um amigo. Deputado federal, senador, ministro da República, acima de tudo, um grande mineiro. Um brilhante articulista, com intensa produção literária, conduzia com esplendor a Academia Mineira de Letras. Observador atento do dia-a-dia, Murilo foi testemunha e personagem da história política de Minas nas últimas seis décadas. Uma perda irreparável para todos?, disse o governador, em nota oficial.
Biografia
Badaró iniciou sua carreira política em 1958 sendo eleito deputado estadual por Minas Gerais com apenas 27 anos. Em 1962, foi reeleito com expressiva votação. Em sua autobiografia, Badaró se apresenta como um político militante dos quadros do antigo Partido Social Democrático (PSD). Durante seu mandato no Legislativo estadual, ocupou o cargo de secretário no governo Israel Pinheiro.
Em 1966, foi eleito deputado federal, cargo pelo qual se reelegeu sucessivamente até ser se tornar senador, em 1979. Na década de 1980, foi ministro da Indústria e Comércio do governo de João Figueiredo. Em 2004, elegeu-se prefeito de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, onde nasceu em 13 de setembro de 1931. Atualmente, era filiado ao Partido Progressista (PP).
Escritor, com destaque para as premiadas obras biográficas de homens públicos do país, também foi colaborador do Estado de Minas, com centenas de artigos. Assumiu a presidência da Academia Mineira de Letras em 1998. Deixa um vasto acervo literário e destacava sempre três livros: José Maria Alkimim, uma biografia ? Gustavo Capanema ? a revolução na cultura(Prêmio da Fundação Joaquim Nabuco) e Milton Campos, o pensador liberal. No próximo dia 30, iria a Brasília lançar sua última obra: O Homem que salvou a República ? uma biografia de Bilac Pinto.