Formiga

Projeto quer reduzir IPI para os motoboys

Em todo o Brasil, o número de motos emplacadas no primeiro semestre aumentou 9%, comparando com o mesmo período de 2009. O Congresso pode dar novo gás a esse crescimento. Um projeto em discussão no Senado quer zerar o IPI das motos mais populares.
Se por um lado a ideia do IPI zero agrada aos motoqueiros, por outro preocupa. Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que, no ano passado, mais de 56 mil motoqueiros foram parar nos hospitais por causa de acidentes de trânsito, 35% a mais que no ano anterior.
O estado de São Paulo foi o que teve mais internações, seguido de Minas, Goiás e Paraíba. A capital paulista tem hoje mais de 800 mil motos, a maior frota do país. Em média, morre um motoqueiro por dia em acidentes.
Nesta semana a Prefeitura proibiu as motos de circular na via mais perigosa: a pista expressa da Marginal do Tietê. Nos últimos anos, criou dois corredores exclusivos para os motociclistas.
Enquanto algumas cidades buscam encontrar maneiras de melhorar o nível de segurança de quem anda de moto, em outras questões básicas ainda são desrespeitadas. Quer um exemplo? O uso do capacete.
É item obrigatório, mas flagramos em Belém vários motoqueiros sem capacete. No sertão da Paraíba, encontramos até um menino dirigindo uma moto na rodovia e crianças e bebês na garupa, sem qualquer proteção.
Para o médico Dirceu Rodrigues Alves, especialista em segurança do trânsito, as cidades têm que se planejar melhor para receber as motos e para fiscalizar os motoqueiros.
O sujeito pilota no interior sem a carta de habilitação. É como se ele estivesse usando uma bicicleta, ninguém tem documento, ninguém tem equipamento de segurança, e daí os acidentes graves, disse.