Formiga

Vazão de água no Saae cai para menos da metade

A situação do abastecimento de água em Formiga ficou mais crítica nesta quinta-feira (9). A vazão de água no Saae caiu para menos da metade.
A vazão normal de chegada de água bruta do Saae era de 187 litros por segundo. Com o atual período de estiagem, caiu para 143 litros em média. Na sexta-feira (3), diminuiu para 115 litros em média, o mais baixo da história. Na segunda-feira, dia 6, chegou a 100 litros, quase a metade do normal. Nesta quinta-feira (9), chegou a 90 litros.
?A situação é crítica. Precisamos da união de todos neste momento. É preciso ter tranquilidade e paciência. Dependemos das chuvas e não há previsão de chuvas antes do dia 16 para Formiga?, disse o diretor do Saae, Ney Araújo.
Além de manter o racionamento, a direção da autarquia tomou uma série de medidas para amenizar o problema. As primeiras foram intensas campanhas de conscientização, nos meios de comunicação e nas escolas.
Foi aumentado ainda o número de caminhões-pipas. O Saae trabalhava com dois e agora está com quatro. ?Mas essa é uma medida paliativa. Podíamos ter 20 caminhões que não seria possível atender todo mundo. Não adianta contratar mais caminhões se não há água. Para manter um atendimento como nos tempos normais, seria necessário sair, a cada dois minutos, um caminhão do Saae. É impossível. Então, estamos priorizando o atendimento ao asilo, Casa Lar, postos de saúde, creches, casas com pessoas acamadas, etc?, explicou o diretor do Saae.
Para ser atendida, a pessoa precisa ligar para o Saae, pelo telefone 3322-1230, ou ir à autarquia, localizada na Rua Antônio José Barbosa, 723, Bairro Santa Luzia. O número de atendentes foi aumentado de uma para quatro. Mesmo assim, o volume de pedidos é enorme e as linhas têm ficado congestionadas.
Na noite de quinta-feira, uma reunião foi agendada na Prefeitura com produtores rurais que usam água acima da captação para irrigação. Já houve um encontro e eles se comprometeram a colaborar. Porém, será preciso uma colaboração ainda maior.
Desde setembro, foram feitas cerca de 500 notificações devido ao desperdício em casas e estabelecimentos comerciais. Apenas no fim de semana passado, foram 134.
?O momento é de todos pensarem no próximo. A água que é desperdiçada no Centro é a que falta nos bairros altos, já que a rede de água é toda entrelaçada. É preciso ter solidariedade e pensar no próximo?, completou Ney Araújo.