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Mensalidade escolar vai subir de 4% a 8% em 2018

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As mensalidades escolares vão subir menos neste ano, mas os pais não vão escapar do reajuste, que deve ficar entre 4% e 8% em Minas Gerais. “Essa é uma estimativa, mas não deve ser muito diferente disso”, antecipa o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), Emiro Barbini. O índice deve ser definido nesta quinta-feira (5), mas ele é apenas um parâmetro – cada escola tem liberdade para corrigir os preços de acordo com seus gastos.

Na virada de 2016 para 2017, as mensalidades subiram entre 11% e 14%, quase o dobro do índice previsto para 2018. “Agora será possível aumentar menos porque a inflação também subiu menos e a taxa de inadimplência, que estava entre 12% e 35% no ano passado, caiu para 8% a 15%”, justifica Barbini.

O INPC, que é um dos itens presentes na composição do reajuste, está acumulado em 1,72%, nos últimos 12 meses terminados em agosto. No mesmo período do ano passado, estava em 9,62%.

Embora o índice que serve de base ainda não tenha sido oficialmente anunciado, muitos pais já estão recebendo os comunicados das escolas.

Escolas têm passe livre para reajustar

Não existe uma legislação para limitar o reajuste das mensalidades, que é baseado em custos particulares de cada instituição, além da inflação. O que a lei determina é que as escolas enviem, com no mínimo 45 dias de antecedência, o preço que pretendem cobrar. Essa é uma forma de dar aos pais a alternativa para avaliar as despesas e decidir se manterão os filhos.

“Os pais que querem entender melhor podem pedir para ver a planilha de gastos. Um ponto que tem elevado muito o custo de manutenção são as salas de tecnologia, que custam, em média, R$60 mil cada”, afirma o presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinep), Emiro Barbini.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) diz que, em caso de aumentos abusivos, o mais indicado é que os pais se reúnam para contestar a escola.

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Fonte: O Tempo||https://www.otempo.com.br/capa/economia/mensalidade-escolar-vai-subir-de-4-a-8-no-ano-que-vem-1.1527848