No mercado imobiliário de Belo Horizonte e região metropolitana, existem cerca de 6 mil corretores de imóveis e há mais 2 mil vagas abertas. Os números do diretor-secretário do Conselho Regional dos Corretores Imobiliários (Creci-MG), Vinícius Ângelo Araújo, mostram o momento de explosão do mercado imobiliário e a falta de mão de obra, principalmente a qualificada, que chega a ganhar até R$ 40 mil mensais. Sobram vagas. Hoje, o mercado absorve mais corretores, diz.
Ele explica que a renda mensal do corretor vai depender de seu desempenho e do poder de negociação. O profissional da área recebe comissões sobre as vendas. Eu conheço corretores com pouquíssimo tempo de profissão que hoje têm salários bastante expressivos, acima de R$ 20 mil, como tem corretores com muito tempo de mercado que ganham pouco. Tudo depende do envolvimento dele com o trabalho, observou o especialista, para quem o sucesso de um profissional se faz no conjunto de detalhes.
É o caso da corretora da Gribel Pactual Marina Munhoz, que ganhou R$ 25 mil em dezembro, com a venda de quatro apartamentos de R$ 800 mil. Com curso superior de cuidador de idosos, Marina migrou para a corretagem de imóveis há três anos. Sempre gostei de independência, faço horário, salário, sempre com o objetivo de vender todo mês, conta sobre sua rotina.
No primeiro ano de profissão, Marina registrou uma receita de R$ 40 mil. Mas agora, os tempos são outros. Ela já vendeu apartamento de R$ 1,2 milhão, com comissão de 0,8%. Construí uma casa e comprei um carro. Antes dessa profissão, eu não tinha nada. Morava com minha mãe, lembra.
Mas a atividade tem adversidades. O corretor entra e vê todo mundo ganhando dinheiro, mas não é bem assim, a gente também ouve muito não, explica Marina que, no futuro, quer comprar apartamentos na planta para depois revendê-los na entrega das chaves.
A dona da imobiliária que leva seu nome, Miriam Dayrell, lembra que, há alguns anos, o mercado de Belo Horizonte era desconhecido e não tão procurado. Hoje temos jovens corretores com retiradas mensais de R$ 4 mil a R$ 5 mil, mas um corretor top ganha R$ 30 mil, conta Miriam, que destaca a dedicação, a disponibilidade e o registro no Creci como essenciais.
Para o diretor do Creci-MG, Vinícius Ângelo, a continuidade do bom momento do mercado depende da manutenção de linhas de crédito com juros reduzidos.
Formiga
Faltam 2.000 corretores de imóveis em Belo Horizonte
- por Últimas Notícias
- 09/03/2011 - 19:16







