No sábado (15), o coletivo Irmandade das Flores realizou o primeiro encontro do grupo de estudos feministas. O evento ocorreu no Unifor-MG e foi aberto à população.
A temático do debate foi o feminismo negro. O estudo foi pautado nas obras “Quem tem medo do feminismo negro?” e “O que é lugar de fala?” da filósofa, feminista e negra Djamila Ribeiro, umas das vozes mais imponentes do feminismo negro.

Sob coordenação da flor Caroline Lopes, o evento contou com a participação de homens e mulheres que enriqueceram o encontro com suas experiências e conhecimentos.

Os participantes foram recebidos com um mural com várias referências
negras, como Marielle Franco, Joice Alvarenga, Chimamanda Ngozi Adichie, Dandara,
Elza Sores, Djamila Ribeiro, entre outras.


Para Caroline o grupo de estudos abriu portas para um
diálogo a respeito do feminismo. “O evento foi muito importante especificamente
para a discussão do feminismo negro que
traz em sua pauta as vivências singulares das mulheres negras. Esse diálogo possibilitou
ainda ouvir relatos reais de mulheres negras e entender por meio das obras como
as mulheres negras foram pioneiras de uma luta tão importante e foram
silenciadas. O grupo de estudo é uma ação muito válida da Irmandade das Flores,
porque entendemos que a militância passa pelo conhecimento”.
A integrante do coletivo Adriana Marques, também considerou o encontro enriquecedor: “Achei muito proveitoso, nos deu a oportunidade de expressarmos sobre coisa que na nossa sociedade fica encoberto por medo de sermos reprimidos enquanto negras. Foi uma manhã de muito aprendizado. Temos que fazer mais vezes! Sou mãe solteira e sempre estou na lutar para um mundo melhor e em busca da igualdade e visibilidade da nossa raça”.
A jornalista e integrante Priscila Rocha reforça a importância do grupo: “O grupo de estudos feministas da Irmandade das Flores não é apenas uma oportunidade para as pessoas aprenderem sobre o tema, é uma oportunidade para a troca de experiências. Para mim foi muito importante participar do evento, pois, me senti acolhida e percebi que não preciso lutar sozinha contra a opressão à mulher. Percebi como é importante ter uma rede de proteção e que, ajudando outras flores, você ajuda a sim mesma”.
O Coletivo Irmandade das Flores prepara novas ações para o mês de março, que serão divulgadas em breve.








