A Operação “Diamante de vidro” cumpre 117 mandados de prisão, de busca e apreensão, de indisponibilidade de imóveis e de sequestro de veículos, nesta terça-feira (17), em Uberlândia, Araguari, Tupaciguara, Paracatu, Córrego Danta (Centro-Oeste de Minas), Jaíba (Norte de Minas), e em São Paulo (SP).
A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia em conjunto com as polícias Civil e Militar.
Ao todo, a Justiça de Uberlândia expediu 46 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de prisão preventiva, além de indisponibilidade de 14 imóveis e sequestro de 27 veículos e 2 embarcações náuticas. A indisponibilidade de bens e de patrimônio dos alvos investigados decretada pelo Poder Judiciário é de até R$ 13 milhões.
De acordo com o Gaeco, a Operação é voltada ao enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, corrupção, homicídios, extorsões, roubos, receptações, estelionatos e lavagem de dinheiro. Além de outros crimes apurados em mais de 21 inquéritos policiais, cujas investigações conjuntas ocorrem há mais de um ano por meio de uma força-tarefa integrada.
A ação foi denominada “Diamante de vidro” em referência ao início das investigações, que ocorreu da prisão de três suspeitos de estarem negociando diamantes em Uberlândia, em junho de 2020. Mas, no decorrer das apurações, foi verificado que o material apreendido não se tratava dessa pedra preciosa.
A operação nesta terça contou participação de 3 promotores de Justiça mineiros, 100 policiais Civis e 100 policiais Militares de Minas Gerais, assim como com o apoio da Polícia Civil de São Paulo e da unidade regional do Gaeco de Paracatu. Também foram empregadas na ação, 2 aeronaves, uma da Polícia Civil e outra da Polícia Militar de Minas Gerais.
Balanço
Foram realizadas 8 prisões preventivas decretadas pela Justiça, outras 3 prisões em flagrante, apreensão de 2 lanchas de luxo, 1 arma calibre 38, mais de R$ 120 mil em espécie, e mais de 20 veículos. As policias e o Gaeco ainda trabalham para realizar as outras prisões e apreensões.
“Além das prisões, tivemos a descapitalização do crime organizado em Uberlândia com as apreensões dos veículos e indisponibilidade de imóveis”, explicou o delegado-chefe da Polícia Civil de uberlândia, Marcos Tadeu de Brito Brandão.
Investigações
Conforme o Gaeco, as equipes investigativas constataram que os indivíduos atuavam de forma organizada e coordenada, na condição de integrantes de uma estruturada organização criminosa. O propósito principal tráfico de drogas, corrupção, homicídios, extorsões, roubos, receptações e estelionatos. Além de lavagem de dinheiro executada das mais diversas formas para ocultar os lucros ilícitos das atividades criminosas.
Pelo menos 46 integrantes deste grupo já foram identificados até o momento pelas apurações realizadas em conjunto entra as polícias Civil e Militar e o Gaeco de Uberlândia.








