Regional

Córrego Fundo registra 36 notificações de dengue

Foto: Agência Brasil

Córrego Fundo registrou 36 novas notificações de dengue segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. Foi divulgado também um caso de Chikungunya na cidade.  De acordo com a secretaria, o período em que houve um maior número de notificações foi entre os dias 14 a 20 de abril.

Segundo a secretária de Saúde, Keli Cristina da Silva, desses, 4 já foram confirmados por exames laboratoriais.

As notificações de dengue ocorreram nos bairros Rosário e Bela Vista. O caso de Chikungunya também foi confirmado no Bela Vista.

Segundo a secretária o tipo de vírus da dengue que vem circulando na região é o tipo 2, uma espécie que tem provocado muitas mortes.

“O vírus da dengue pode se apresentar de formas diferentes, desde a forma com sintomas mais brandos, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e até à morte,” explica.

“A dengue é também uma doença dinâmica, que pode evoluir rapidamente de forma mais branda para uma mais grave. Portanto é preciso ficar atento aos sintomas que podem indicar uma apresentação mais séria da doença.”

Para evitar a dengue é preciso prevenir, ou seja, evitar que o mosquito procrie, já que não existem vacinas com eficácia comprovada, ou medicamentos que combatam a doença. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.

A regra básica é não deixar a água, mesmo quando limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.  Como a proliferação do mosquito é rápida, é importantíssimo que a população colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

Manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores, tanques e cisternas, devidamente fechados são fundamentais para não proliferação do mosquito. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.

É bom lembrar que o ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias.

 

Córrego Fundo em ação

A secretária explica que estão sendo realizadas todas as ações do Plano de Contingência elaborado para o combate da dengue e doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Ações contínuas de inspeção e retirada de entulho e cobertura de caixas d’água com sombrite, retirada de pneus de oficinas e demais pontos estratégicos foram realizados no período.

Além disso, foi realizada a borrifação em escolas e unidades de saúde, para eliminação dos mosquitos adultos.

Atividades de conscientização e orientação sobre a prevenção à dengue estão sendo realizadas sistematicamente no município.

 

Minas em alerta

Até terça-feira (7), Minas Gerais tinha registrado 25 mortes por dengue. Os óbitos ocorreram nos seguintes municípios: 9, em Betim, na Grande BH; 8 em Uberlândia, no Triângulo; 2 em Contagem, na Grande BH; 2 em Unaí, na região Noroeste; 1 em Arcos, na região Centro-oeste; 1 em Frutal, no Triângulo; 1 em Ibirité, na Grande BH e 1 em Paracatu, na região Noroeste.

Outros 82 óbitos estão sob suspeita de terem sido causados pela doença, de janeiro até agora. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG)

A secretaria aponta que o estado está em alerta máximo em função do aumento do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes. Até o momento o Estado registrou 209.276 casos prováveis de dengue.

Ainda de acordo com a secretaria, um registro maior de casos de Dengue, Chikungunya e Zika é esperado para este período. foi a servidora Taisa Carolina da Silveira, supervisora do Departamento de Meio Ambiente, junto à coletora de lixo Renata das Graças Vieira, que explicaram a relevância da separação correta do lixo servidora Taisa Carolina da Silveira, supervisora do Departamento de Meio Ambiente, junto à coletora de lixo Renata das Graças Vieira, que explicaram a relevância da separação correta do lixo.

Taisa Carolina da Silveira, supervisora do Departamento de Meio Ambiente, junto à coletora de lixo Renata das Graças Vieira, que explicaram a relevância da separação correta do lixo.