A Polícia Militar de Minas Gerais detalhou, em coletiva realizada nesta quinta-feira (5), a cronologia da operação desencadeada após o assassinato do 3º sargento Rodrigo da Silva Pereira, em Campo Belo. O crime, ocorrido por volta das 19h de quarta-feira (4), mobilizou equipes locais e reforços vindos da cidade de Lavras.
De acordo com a corporação, a resposta policial foi imediata. Por meio de ações de inteligência e uso de tecnologia, os militares conseguiram identificar rapidamente os envolvidos no crime, apontando que o assassinato teria sido motivado por uma vingança contra o policial.
Durante as diligências, um dos suspeitos foi localizado e preso portando uma das armas utilizadas no crime. Com novas informações obtidas durante a operação, os policiais cercaram locais que estariam sendo utilizados como esconderijo por outro envolvido. Em um desses pontos, uma pessoa ligada ao grupo indicou o paradeiro exato do segundo suspeito.
Ao ser localizado pela equipe tática, o indivíduo teria resistido à abordagem portando uma arma de fogo e iniciado um tiroteio. Ele foi baleado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo o porta-voz da Polícia Militar, as investigações preliminares indicam que o ataque foi planejado.
“Ficou muito claro, pela própria fala dos criminosos presos, que essa emboscada contra o sargento Rodrigo ocorreu em virtude da atuação dele no combate ao crime”, afirmou durante a coletiva.
A execução, conforme a corporação, teria sido uma retaliação de um grupo criminoso incomodado com o trabalho do militar contra a criminalidade na região.
Além das mortes em confronto, outras prisões também foram realizadas e armamentos foram retirados de circulação. A Polícia Militar informou ainda que a operação continua em andamento, com o policiamento reforçado em Campo Belo e em cidades vizinhas. A expectativa é de que novas prisões ocorram nas próximas horas, enquanto a corporação reafirma que não recuará diante de ataques contra seus integrantes.

Fonte: Lavras 24horas








