Uma operação policial realizada nesta quinta-feira (5) desarticulou parte de um esquema criminoso suspeito de furtar minérios de alto valor destinados à exportação pelo Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Durante a ação, um homem de 40 anos foi preso em Suzano, na Grande São Paulo, e a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em bens, imóveis e contas bancárias ligados aos investigados.
As investigações foram conduzidas pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6). De acordo com a Polícia Civil, o suspeito integra uma organização criminosa envolvida em furtos de cargas, receptação e lavagem de dinheiro.
A apuração começou após surgirem indícios de irregularidades na exportação de cargas de tungstênio e scheelita, minerais considerados de alto valor no mercado internacional. As remessas sob suspeita estavam avaliadas em aproximadamente R$ 9,3 milhões.
Segundo os investigadores, o grupo criminoso violava contêineres que transportavam os minérios antes de sua remessa ao exterior. Após a abertura das cargas, o material original era retirado e substituído por produtos de menor valor, como pó de ferro.
Para evitar que a fraude fosse percebida, os lacres originais dos contêineres eram retirados e substituídos por lacres clonados, semelhantes aos oficiais. Dessa forma, os contêineres aparentavam estar intactos e seguiam normalmente para exportação. A troca do conteúdo só poderia ser descoberta no destino final das cargas, na Alemanha.
Com base nas informações reunidas, os policiais deflagraram a Operação W74 e cumpriram um mandado de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Cotia e Suzano.
Durante as diligências, os agentes apreenderam três veículos e aproximadamente 3,6 toneladas de tungstênio.
Além das apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em bens relacionados à organização criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes do grupo e esclarecer a participação de cada um no esquema.
Com informações do Metrópoles








