A nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, apontado como pivô do maior escândalo financeiro da história do país, entra em uma semana considerada decisiva. Integrantes da equipe responsável pelas investigações do caso Master e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem decidir até sexta-feira (12), se aceitam ou rejeitam a nova versão do acordo de colaboração.
A primeira proposta apresentada pela defesa foi recusada pelas autoridades sob o entendimento de que o material não trazia informações inéditas em relação ao que já havia sido apurado pela Polícia Federal (PF) durante as diferentes fases da Operação Compliance Zero.
A nova rodada de negociações entre a defesa de Vorcaro e as autoridades ocorreu na última segunda-feira (1º). Na ocasião, os advogados entregaram um adendo ao documento anterior, reformulando pontos que haviam sido questionados pelos investigadores.
Segundo as informações apresentadas, o novo material contém mais nomes, datas e detalhes sobre as relações do fundador do Banco Master com empresários, autoridades dos Três Poderes e lideranças políticas.
O prazo inicialmente estabelecido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para a entrega do material aos investigadores era 12 de junho. No entanto, a defesa antecipou a apresentação da documentação em mais de dez dias. Mesmo assim, os advogados ainda poderão complementar as informações e reformular a proposta até o fim do prazo.
Daniel Vorcaro busca concluir o acordo de delação o quanto antes. Entre os objetivos estão a possibilidade de obter atenuação de pena em caso de eventual condenação e evitar uma transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda.
Atualmente, o ex-banqueiro permanece isolado em regime especial nas dependências da Superintendência da Polícia Federal. Antes da rejeição da primeira versão da proposta de colaboração, ele ocupava uma cela considerada maior e mais confortável dentro da estrutura da PF.
A possível delação de Vorcaro é tratada como uma das frentes mais sensíveis das investigações em andamento. O caso envolve suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, organização criminosa e utilização de uma estrutura paralela para monitoramento e ataques contra adversários.
As negociações seguem sendo conduzidas de forma conjunta pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Embora a PF tenha rejeitado inicialmente o acordo, a PGR optou por manter as conversas abertas com a defesa do ex-banqueiro, permitindo a continuidade das tratativas.
Com informações do O Tempo








