Ciência e Saúde

Especialistas alertam para cuidados com os rins durante o inverno

Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

A queda das temperaturas durante o inverno pode trazer consequências para a saúde dos rins devido a mudanças nos hábitos da população. Com a menor sensação de sede, muitas pessoas reduzem a ingestão de água, especialmente idosos, o que pode contribuir para o surgimento de doenças como cistites e a formação de cálculos renais.

O alerta é da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que destaca a importância de manter uma boa hidratação durante a estação mais fria do ano.

Segundo a Secretaria, embora o frio não seja a causa direta das doenças renais, alguns hábitos comuns no inverno podem aumentar os riscos. Entre as recomendações estão aumentar o consumo de água, com ingestão indicada de dois a três litros por dia, praticar atividades físicas e evitar alimentos ricos em sódio e produtos ultraprocessados.

A redução no consumo de líquidos pode favorecer alterações no funcionamento do sistema urinário e aumentar a possibilidade de complicações.

A orientação é que pessoas que apresentem sinais como dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, presença de sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina ou alterações no fluxo urinário procurem atendimento em uma unidade básica de saúde.

De acordo com a Secretaria, a avaliação médica é essencial para identificar a causa do problema e definir a necessidade de exames especializados.

A Secretaria de Estado de Saúde informa que realiza diagnóstico e tratamento de doenças renais nas unidades do Rio Imagem Centro e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O acesso ocorre por meio de encaminhamento médico dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

No Rio Imagem, pacientes com sintomas urinários, como incontinência, bexiga hiperativa e dificuldade para urinar, podem realizar exames de urodinâmica, que avaliam o funcionamento da bexiga e da uretra.

Entre os tratamentos oferecidos está a litotripsia extracorpórea por ondas de choque, procedimento minimamente invasivo utilizado para fragmentar pedras nos rins e facilitar sua eliminação pela urina.

O acesso às unidades de atendimento no Centro e na Baixada Fluminense ocorre após encaminhamento da Atenção Primária, realizado depois de atendimento em uma Clínica da Família ou unidade básica de saúde da rede municipal.

 

Com informações da Agência Brasil