A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão temporária da fabricação de produtos líquidos para roupas das marcas Omo, Comfort e Brilhante na fábrica da Unilever em Vinhedo, no interior de São Paulo.
A medida foi tomada após uma fiscalização identificar falhas no cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Os produtos que já estão no mercado, porém, continuam liberados para venda e uso.
A suspensão atinge as linhas de:
- Sabão líquido para roupas;
- Amaciantes líquidos para roupas.
A fiscalização ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto, com participação da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Vinhedo.
Entre os problemas identificados estão falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos, no monitoramento da água utilizada na produção e na investigação e correção de irregularidades.
Produtos nas lojas não foram proibidos
A Anvisa informou que não foram identificadas, até o momento, evidências de contaminação microbiológica ou outros problemas nos produtos já fabricados.
Por isso, não houve determinação de recolhimento de lotes. Os itens que já estão nas lojas ou com consumidores permanecem autorizados para comercialização, distribuição e uso.
A suspensão é direcionada à fabricação de novos produtos nas linhas afetadas.
Outras linhas da Unilever continuam funcionando
A fábrica de Vinhedo também produz shampoos e produtos para tratamento capilar das marcas Dove, Clear, Seda e TRESemmé. Essas linhas não foram atingidas pela medida e continuam funcionando normalmente.
O sabão em pó também não foi afetado. A fabricação desse produto ocorre em outra unidade da empresa, em Indaiatuba (SP).
Unilever diz que iniciou adequações
A Unilever informou que recebeu a equipe da Anvisa durante a fiscalização e que já iniciou as ações necessárias para implementar as melhorias apontadas.
Segundo a empresa, a paralisação das linhas de sabão líquido e amaciante ocorreu de forma preventiva para adequação dos processos às exigências sanitárias.
A produção poderá ser retomada após a correção das irregularidades identificadas.
Fonte: Último Segundo (iG)






