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Trump diz que não tomou partido nas eleições do Brasil após pedido de Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que não tomou partido nas eleições presidenciais brasileiras a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada a jornalistas durante o embarque para um comício na Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Questionado sobre quem considera o legítimo vencedor da eleição presidencial no Brasil, Trump evitou responder diretamente, mas classificou o pleito como uma “grande vergonha para o povo brasileiro”. Segundo ele, a decisão de não apoiar nenhum dos lados ocorreu após um pedido de Lula.

Trump afirma que ficou perplexo com o resultado eleitoral

Ao comentar a disputa presidencial brasileira, Trump disse que acompanhou as eleições, mas optou por não se posicionar em favor de nenhum candidato.

“Eu acompanhei a eleição, não tomei partido. Deixei acontecer. O presidente, o atual presidente, me pediu para não tomar partido. Eu não tomei partido, mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, foi algo que me deixou perplexo”, afirmou o presidente norte-americano.

Trump também mencionou o comportamento do mercado financeiro brasileiro como indicativo da complexidade da situação política no país. “O mercado diz isso. Basta olhar para o mercado. O mercado deles [Brasil] despencou”, declarou.

Apesar das críticas, o presidente dos Estados Unidos não apontou quem considera o vencedor legítimo da disputa eleitoral.

Trump diz que não pretende se envolver na crise pós-eleitoral

Na quarta-feira (28), após a chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, Trump confirmou que havia aprovado a entrada do parlamentar brasileiro em território norte-americano.

Flávio Bolsonaro chegou ao país após perder o segundo turno da eleição para Lula e deixar o Brasil. Na ocasião, Trump afirmou que não pretende se envolver na turbulência política brasileira após o processo eleitoral.

A declaração reforçou o posicionamento do presidente norte-americano de evitar uma participação direta na disputa política no Brasil, apesar de suas manifestações críticas sobre o resultado das eleições.

Presidente do TSE reafirma segurança do processo eleitoral

Também na quarta-feira (28), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu a segurança das eleições de 2026 após questionamentos apresentados por Flávio Bolsonaro sobre o processo eleitoral.

Em nota, Nunes Marques afirmou que o pleito transcorreu dentro da normalidade e reafirmou o compromisso da Justiça Eleitoral com o respeito à vontade dos eleitores.

O ministro também destacou que a votação realizada no domingo (25) foi a mais inclusiva da história da República brasileira.

Além disso, ressaltou que todos os questionamentos apresentados pelos meios legais serão analisados e respondidos pelas autoridades competentes.

Questionamentos eleitorais seguem sob análise das autoridades

As declarações de Trump e a manifestação do presidente do TSE ocorrem em meio às discussões sobre o resultado das eleições brasileiras e aos questionamentos apresentados por Flávio Bolsonaro.

Enquanto o presidente norte-americano afirma que não tomou partido na disputa, a Justiça Eleitoral brasileira reafirma a regularidade do processo e o compromisso de analisar eventuais contestações pelos meios legais.

Com informações do Portal r7