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Goiás registra dois feminicídios em menos de 24 horas e chega a 62 casos em 2026

Foto: Magnific/Imagem ilustrativa

Duas mulheres foram mortas em Goiás em menos de 24 horas durante o último fim de semana. Com os novos casos, o estado chegou a 62 feminicídios em 2026, ultrapassando os 60 registros contabilizados durante todo o ano de 2025. As ocorrências foram registradas nos municípios de Niquelândia e Aparecida de Goiânia e estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

O primeiro caso aconteceu na noite de sábado (31), em Niquelândia, no norte de Goiás. A vítima, Cícera Abadia de Souza Botelho, de 38 anos, foi encontrada ferida por disparo de arma de fogo na residência onde morava com o marido.

Segundo as informações, o companheiro teria alegado que o disparo foi acidental. No entanto, ele fugiu do hospital ao perceber que a Polícia Militar havia sido acionada para atender à ocorrência.

Durante os trabalhos no imóvel, uma espingarda foi apreendida. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do disparo que provocou a morte da mulher.

O segundo feminicídio ocorreu na noite desse domingo (1º), no setor Vera Cruz 1, em Aparecida de Goiânia. Larissa Pereira Macêdo, de 32 anos, morreu após ser atropelada por um caminhão.

Testemunhas relataram que a mulher havia discutido com o namorado antes do ocorrido. Após o atropelamento, o homem teria fugido do local.

Outro relato que integra a investigação é o da filha da vítima, de apenas oito anos. Segundo as informações, a criança contou que a mãe havia sido agredida antes de ser atropelada.

Até a divulgação da notícia, o suspeito ainda não havia sido localizado.

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), responsável por apurar as circunstâncias da morte de Larissa.

Com as duas mortes, Goiás chegou a 62 feminicídios em 2026, número superior aos 60 casos registrados em todo o ano anterior.

O aumento dos registros evidencia a gravidade da violência contra as mulheres e reforça a necessidade de medidas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

As duas ocorrências seguem sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer as circunstâncias das mortes e apurar a responsabilidade dos envolvidos.

Mulheres que estejam enfrentando situações de violência, assim como pessoas que conheçam alguém nessa condição, podem buscar ajuda por meio dos canais oficiais de atendimento.

  • Ligue 180: serviço gratuito de atendimento à mulher, disponível 24 horas por dia.
  • Polícia Militar – 190: deve ser acionada em situações de emergência.

A denúncia e a busca por ajuda são medidas importantes para interromper o ciclo de violência e proteger mulheres em situação de risco.

 

Com informações do Metrópoles