Em 2009 foram notificados 75.556 casos de dengue em Minas Gerais até o mês de outubro. No ano de 2008 foram notificados, no mesmo período, 76.552 casos. As regiões mais atingidas foram as da Gerência Regional de Saúde de Belo Horizonte, com 31.932 casos (42,2%), seguida pelas regionais de Coronel Fabriciano com 11.072 casos (14,63%), Sete Lagoas com 7.197 casos (9,51%), Governador Valadares com 6.290 casos (8,31%) e Teófilo Otoni com 3.462 casos (4,6%). Respondendo, assim, por 79% dos casos notificados no estado.
?Em 2009 houve uma concentração dos casos no primeiro trimestre devido ao aumento da infestação pelo Aedes, verificado já no levantamento de infestação realizado no início de janeiro. Este fato está relacionado ao aumento das chuvas em todo o estado no início do ano e também com as mudanças de equipes de campo em virtude das eleições municipais?,comentou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Felipe Caram.
Entre os municípios, Belo Horizonte apresenta o maior número de casos notificados 21.940, o que representa 68,7% dos casos da GRS e 29% no Estado. O segundo município foi Ipatinga, com 3.593 casos, seguido por Contagem, 3.544 casos, Coronel Fabriciano, 3.412 e Curvelo 2.888. Ressalta-se que 70,9% dos casos de dengue no Estado foram concentrados em 20 municípios de MG.
Em relação aos casos graves de dengue, foram confirmados, até o momento, um total de 488 casos, com a ocorrência de 21 óbitos. A taxa de letalidade dos casos graves reduziu de 6,25% em 2008 para 4,3% em 2009. ?Estas taxas ainda estão elevadas, porém a redução reflete as ações desencadeadas pelo Estado no final de 2008, destacando-se entre elas, a implantação e ampla divulgação do Plano Estadual de Contingência da Dengue?, destacou Caram.
Dos casos graves diagnosticados em 2009, 104 preenchiam aos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) para febre hemorrágica da dengue e 384 foram encerrados como dengue com complicação. Em 2009, foi detectada a circulação concomitante de três sorotipos de vírus da dengue no estado (DEN1, DEN2 e DEN3) com o aumento dos casos em crianças, bem como da gravidade dos mesmos.
Ações no Estado
O combate e prevenção à dengue estão entre as prioridades do Governo do Estado, baseado nas diretrizes nacionais do Ministério da Saúde, cuja proposta é manter gestores em alerta durante todo o ano e organizar as atividades de prevenção e controle, em períodos de baixa transmissão ou em situações epidêmicas, para evitar surtos e reduzir o número de casos e mortes.
Dentre as ações de combate ao vetor em Minas, estão a liberação de recursos extras na ordem de R$ 2,2 milhões para enfrentamento da dengue na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e na região do Vale do Aço, no valor de R$ 336 mil para contratação de pessoal de combate ao vetor. Estas duas regiões concentraram, em 2009, o maior número de casos notificados em Minas.
Além disso, ações de intensificação do trabalho de controle vetorial na RMBH, por um período de nove meses; implantação da metodologia ´Monitoramento Inteligente (MI-Dengue)´ em 26 municípios do Estado, para acompanhamento semanal da infestação de adultos; acompanhamento rotineiro dos resultados do Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (Liraa), em 27 municípios prioritários do Estado, para detecção de situação de risco para a transmissão de casos, capacitação de 100 militares para o auxílio aos trabalhos de controle vetorial para o enfrentamento da dengue no estado; capacitação em 28 GRS em todo o Estado, entre outras.

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