As buscas por vítimas dos deslizamentos em Angra dos Reis entraram no quarto dia na manhã desta segunda-feira (4). Segundo a Defesa Civil, há pelo menos seis corpos desaparecidos.
Entre as vítimas, três moradores estariam nos escombros do Morro da Carioca e uma moradora e duas turistas, na Ilha Grande. O resgate do início da noite elevou para 46 o número de mortes pela chuva, sendo 29 deles na Praia do Bananal e 17 no Morro da Carioca. No total do estado, as chuvas entre quarta-feira (30) e sexta-feira (1º) mataram 68 pessoas.
As buscas, com homens da Defesa Civil, Marinha, Polícia Militar e Instituto Estadual do Ambiente, não têm data para terminar. Segundo a secretaria, mergulhadores, oito cães farejadores e quatro retroescavadeiras reforçam a busca.
À medida que os corpos são reconhecidos, os nomes são divulgados pela prefeitura de Angra dos Reis e pelo Instituto Médico Legal do Rio.
Mineiros também estavam em Angra dos Reis no dia da tragédia. Uma das sobreviventes é da região Centro-Oeste do Estado, da cidade de Oliveira. O corpo da filha dos donos da Pousada Sankay, Yumi Faraci, de 18 anos, foi cremado no Cemitério Renascer, em Contagem (MG), às 16h30 deste domingo (3). Segundo a família, as cinzas serão levadas para Angra dos Reis. Um amigo de Yumi, Paulo Sarmiento, que também estava na pousada, foi enterrado na manhã deste domingo, na capital mineira.

Em 2002, tragédia matou 40 pessoas em Angra
Antes do deslizamento ocorrido nesta madrugada do dia 1º de janeiro na Ilha Grande, seis horas contínuas de chuvas haviam sido responsáveis pela maior tragédia registrada até então pela Defesa Civil em Angra dos Reis.
Foram 323 milímetros de chuvas, o que era esperada para um período de três meses. A chuvarada ocorreu no dia 9 de dezembro de 2002.
A força da água criou uma tromba no cume de uma encosta de mata virgem, provocando o deslizamento de 20 toneladas de pedras e árvores, que destruíram 70 casas no bairro do Areal, a sete quilômetros do centro de Angra dos Reis.
No saldo da tragédia, 40 mortos, 100 feridos e mais de 500 pessoas desabrigadas. A Defesa Civil interditou um número recorde de 670 casas.
Dias depois, o governo federal liberou R$ 10 milhões à prefeitura de Angra dos Reis para a reconstrução de casas e obras de contenção.

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