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Pelo menos oito pessoas foram presas pela Polícia Federal de Divinópolis e Belo Horizonte na manhã desta terça-feira (14). Elas faziam parte de cinco quadrilhas que aplicavam golpes contra servidores públicos em todo o País.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados, nove de condução coercitiva e os oito de prisão, durante a Operação “Inciso 20″. Um dos suspeitos foi detido em Divinópolis e os outros 16 na capital mineira. Todos são ouvidos na sede da PF em Belo Horizonte, onde o balanço das ações será divulgado durante coletiva de imprensa, ainda pela manhã.
De acordo com o delegado da Polícia Federal de Divinópolis, Daniel Sousa, a investigação começou em 2015 e os detidos são suspeitos de criar falsas associações e promover descontos em folhas de servidores públicos, sem autorização deles.
O delegado explicou que os golpes começaram com servidores federais, mas atingiram também estaduais e municipais em todo o Brasil. Os estelionatários conseguiam acesso de funcionários de bancos a listas de cadastros de servidores. Com base nisso, encaminhavam os dados para o banco e conseguiam contribuição associativa, sem que os servidores autorizassem.
“A quadrilha preferia aposentados, porque dificilmente eles verificam o contracheque. Na maioria das vezes eram (retirados) valores pequenos, aleatórios, para que eles não percebessem. Só nessa investigação foram identificadas cinco associações, mas é um emaranhado de pessoas por todo o Brasil praticando o mesmo crime e usando os mesmos dados”, disse.
“São milhares de pessoas atingidas. Não há estimativa de prejuízo total, mas acompanhando as contas, (os valores retirados) chegam a R$ 40 mil por mês. Ao final de cada mês, a quadrilha pegava este dinheiro”, destacou Sousa.
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Fonte: G1||








