Primeiro tempo: 17/04/2015 às 15h08 – postagem do site oficial da Prefeitura

Prefeitura consegue caminhão de equipamentos e materiais para Santa Casa.

Solicitação foi feita ao Estado pelo prefeito Moacir Ribeiro em novembro do ano passado, antes da intervenção no hospital.

A Prefeitura de Formiga recebeu, na manhã desta sexta-feira, dia 17, um caminhão cheio de equipamentos médicos. O material enviado pelo Governo de Minas será repassado pela Prefeitura à Santa Casa de Caridade. Entre o material recebido, estão ventiladores mecânicos, monitores cardíacos e o tão esperado aparelho de ultrassonografia digital, que será utilizado no Centro de Imagens Municipal da Secretaria de Saúde. O valor total dos equipamentos é de cerca de R$ 600 mil. A entrega foi realizada no estacionamento da UPA e um termo de cessão autorizando o repasse já está sendo feito pela Prefeitura.

 

Segundo tempo: 20/01/2016 – às 9h08 – direto da redação do Últimas Notícias

Gestante em visível estado de desespero, portadora de pedido de ultrassonografia em regime de urgência, com suspeita de se encontrar em processo de aborto, explicou que acabou de ser informada no Centro de Imagens que o exame solicitado não pode ser realizado, uma vez que o equipamento necessário para a sua realização, há muito tempo não funciona e a informação obtida na Secretaria de Saúde é a de que não há atualmente, verba disponível para tais atendimentos.

 

Pergunta-se:

  1. Terá sido apenas uma brincadeira de mau gosto, a informação oficial acima republicada há menos de um ano?
  2. Do pessoal que aparece na foto, pelo menos um deles, poderia explicar para o povo formiguense onde ‘anda’ o tal equipamento e por quais razões não está em funcionamento e disponibilizado ao público?
  3. Afinal de contas, esse equipamento é ou não, de vital importância para um município que diz se preocupar com a saúde de seu povo?
  4. Por que o exame preventivo (papanicolau) também precisa ser feito particularmente. Afinal de contas, o “super laboratório” recém inaugurado, também não funciona?
  5. Enquanto isto, as dedicadas enfermeiras que atendem nos Postos de Saúde, naqueles mesmos que costumam ficar três meses ou mais sem a presença de médicos, como profissionais competentes e conhecedoras dos riscos que a falta destes exames representa para a saúde das pacientes, as aconselham a fazê-los, ainda que particularmente. Mais uma vez, nos valemos do bordão do Bóris, até o invertendo. Isto é uma vergonha, prefeito. Ou será falta dela?
  6. Por que o telefone da Ouvidoria da Saúde não é atendido quando para lá se liga? Este serviço existe mesmo, na prática, ou só aparece nos releases e respostas oficiais?
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