Nesta quarta-feira (24) em Divinópolis, é julgado o jovem de 25 anos acusado de ter matado a esposa a facadas em dezembro de 2019. Na época, o rapaz disse à polícia que matou Janaína Figueiredo porque ela teria se negado a ter relações sexuais com ele. Familiares da vítima foram para o Fórum e acompanham os trabalhos da Justiça. A previsão é que o julgamento termine ainda durante esta tarde.

De acordo com o juiz da 2ª Vara Criminal, Mauro Riuji, participam do júri popular cerca de sete pessoas que foram escolhidas por meio de sorteio.

“O veredito será dado em consenso pelos sete jurados. Eles que irão definir se condenam ou absolvem o acusado”, ressaltou o juiz.

O crime

Conforme a Polícia Civil, o irmão da vítima contou ter recebido uma mensagem do cunhado falando que teria matado a esposa porque ela se recusou a ter relação sexual com ele.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a jovem já estava morta quando os militares chegaram à casa do casal no Bairro Fábio Notini. O autor foi encontrado com vários cortes pelo corpo e deitado no chão ao lado da vítima.

Investigação

O celular do jovem chegou a ser periciado. Em entrevista ao G1 na época, o delegado da Polícia Civil que estava à frente do caso, Rodrigo Noronha, disse que as investigações sobre a motivação do crime, a princípio, partiram mesmo da recusa da vítima em ter relações sexuais com o autor. Apesar disso, a polícia não descartou outras hipóteses.

“Surgiu a informação de que ele teria praticado tal ato ao se desentender com a companheira por uma questão de relação sexual. Os celulares foram apreendidos para a realização da perícia e essas supostas mensagens estariam nestes telefones. Vamos investigar”, disse na época.

Manifesto

Em janeiro de 2020, familiares e amigos de Janaína fizeram uma manifestação no Centro da cidade para chamar a atenção da sociedade sobre o crime de feminicídio. Na época, o irmão dela, Wellington Figueiredo, falou sobre como estava a vida da família após a perda da irmã.

“O crime de feminicídio está muito grande no país, tinha dois anos que Divinópolis não tinha esse crime. Não quero que aconteça com outras famílias o que aconteceu com a nossa, essa dor é demais e toda vez que eu lembro, ela aumenta ainda mais”, desabafou no ano passado, em entrevista anterior.

Fonte: G1

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