A Polícia Civil prendeu entre quinta-feira (15) e segunda-feira (19), uma mulher, de 41 anos, e três homens, com idades entre 50 e 60, suspeitos de prática de favorecimento da prostituição e estupro de vulnerável de uma adolescente de 14 anos, em Betim, na região metropolitana de BH.
A suspeita é mãe da menina, que não só teria conhecimento, como também incentivava e agenciava os programas sexuais da filha, que teriam começado no ano passado, após a suspensão das aulas em decorrência da pandemia da Covid-19, quando ela ainda tinha 13 anos.

Além da adolescente, moravam na casa a mãe e o filho mais novo, um menino de 10 anos. No local foram encontrados diversos preservativos, fantasias sexuais e lingeries que seriam usadas tanto pela menina, quanto pela mulher, que também atuava como profissional do sexo.

De acordo com a delegada Ariadne Elloise Coelho, responsável pela Delegacia da Mulher de Betim, a investigação começou a partir de denúncias anônimas, que foram confirmadas por vizinhos da mãe, que teria abandonado a profissão de faxineira para também se prostituir. 

Para a polícia, a adolescente teria contado que decidiu se prostituir para ajudar no sustento da família. Em mensagens encontradas nos celulares apreendidos pela polícia, os investigadores encontraram diversas mensagens da mãe ensinando a menina a pedir dinheiro, alimento e outros bens materiais aos homens.

“Apuramos que os programas sexuais aconteciam sempre a noite, na casa dos suspeitos ou dentro de veículos, em ruas ermas. A mãe sempre a orientava para pedir entre R$100 e R$200, além de mantimentos como carne”, contou.

Um dos suspeitos de ter mantido relações sexuais com a menina contou para a polícia que, na primeira vez que a contratou, não sabia a idade da vítima e disse ter se sentido ameaçado pela mãe. “A mulher teria ligado para ele falando que a menina era menor de idade. Com medo de ser denunciado ele contou que começou a dar cada vez mais dinheiro e presentes, como um celular. Ele inclusive reclamou, em uma das mensagens que tivemos acesso, que teria gastado mais de R$ 2 mil com a adolescente, em um mês”, afirmou.

“Observamos que a casa da família é muito humilde, mas tanto a adolescente quanto a criança, eram muito bem cuidados. Notamos é que, infelizmente, a menina aprendeu com a mãe. Ela age naturalmente e normaliza a situação. Se não ela tiver um acompanhamento e não forem oferecidas oportunidades, será complicado até para ela sair desse ciclo. Porque prendemos esses homens, mas ela pode voltar a fazer isso em um futuro não tão distante”, ponderou a delegada.

Tanto a menina quanto o irmão dela foram encaminhados para casa de familiares. A mãe e os três homens seguem em prisão temporária e a Polícia Civil tem o prazo de 30 dias para concluir as investigações. Os quatro podem ser indiciados pela prática de favorecimento da prostituição e estupro de vulnerável.

Fonte: O Tempo

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