O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o início do cumprimento de pena de sete militares e um agente da PF (Polícia Federal) por participação na trama golpista. Os condenados integram o chamado “núcleo 3” do plano de golpe, composto em parte por militares das Forças Especiais do Exército, os “kids pretos”.
O grupo foi julgado pela Primeira Turma do STF em novembro de 2025 e condenado a penas que vão de um a 24 anos de prisão. Eles tiveram direito a dois recursos, que foram recusados de forma unânime pela Corte.
Na sexta-feira (13), portanto, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação e mandou prender os réus que ainda estavam em liberdade por não terem cumprido prisão preventiva.
O núcleo dos kids pretos é apontado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como o responsável por planejar o assassinato de autoridades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro Alexandre de Moraes.
Os sete foram condenados por cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração do patrimônio público. As punições variam de 01 a 24 anos de prisão.
Dos dez réus, a Primeira Turma decidiu absolver apenas um: o general Estevam Theophilo.
Outros dois foram condenados por crimes leves e firmaram acordo com a PGR em fevereiro deste ano.
Com informações de Brenda Silva e Gabriela Boechat, da CNN Brasil








