O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), reafirmou nessa quinta-feira (12) sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais. Em entrevista ao programa Café com Política, do jornal O TEMPO, Kalil destacou que não pretende desistir da disputa e apontou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como seu principal adversário.
Segundo Kalil, apesar de nomes como o vice-governador Mateus Simões (PSD) e o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB) também figurarem na corrida ao Palácio Tiradentes, apenas Cleitinho o preocupa neste momento. “O meu adversário é o Cleitinho, que está na minha frente. Eu só tenho um adversário hoje, que eu miro, é um bom rapaz e que está na frente. O resto tá em baixo. Se eu olhar para baixo, aí é que eu não vou ganhar a eleição”, afirmou, em referência às pesquisas eleitorais.
Kalil ressaltou que sua candidatura foi um convite do PDT e que não vê motivos para recuar. “Eu sou candidato ao governo. Fui convidado pelo PDT a me filiar e pela estrada que se leva, eu não estou vendo muito como sair dessa pré-candidatura. Acho que em política a gente aprende, como na vida, que tudo pode mudar. Mas a princípio eu acho que é o que eu gostaria, que eu já fiz. E porque eu acho que eu sou talhado”, disse.
Desafio digital contra Cleitinho
Para superar o senador, Kalil reconhece que terá de enfrentar a força de Cleitinho nas redes sociais. O parlamentar soma mais de 3,8 milhões de seguidores no Instagram, enquanto o ex-prefeito reúne cerca de 215 mil. “Eu tenho o que mostrar na prática, e ele tem uma internet muito forte. Eu consigo melhorar minha internet, mas eu acho que ele não consegue mostrar o que ele fez na prática”, declarou.
Kalil aposta em sua trajetória política e administrativa como diferencial, citando os dois mandatos à frente da Prefeitura de Belo Horizonte (2017–2022) e sua gestão como presidente do Atlético Mineiro (2008–2014).
Estratégia de campanha
O ex-prefeito afirmou que não pretende adotar uma narrativa ideológica na disputa. “A principal arma é chegar e tentar mostrar o que fez. Eu não vou partir para uma campanha ideológica, até porque eu não tenho ideologia nesse ponto. Eu não consigo me ver nem de extrema esquerda e nem de extrema direita”, disse.
Na avaliação de Kalil, o próximo governador precisará dialogar com diferentes setores da sociedade. “Defender quem passa fome foi capturado pela esquerda, e o empresariado que gera imposto, que nós precisamos para matar fome de quem está com fome, foi capturado pela direita, e nós precisamos dos dois”, concluiu.
Com informações do O Tempo








