A jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada nessa quinta-feira (16) em Belo Horizonte, após um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana da capital. A repórter da Band Minas estava internada no Hospital João XXIII. O acidente, envolvendo um carro e um caminhão, também resultou na morte do cinegrafista Rodrigo Lapa.
Carreira marcada pela paixão pelo jornalismo
Alice Ribeiro construiu uma trajetória profissional pautada pelo comprometimento com a informação. Desde agosto de 2024, atuava na Band Minas, após transferência da Band Brasília, onde também trabalhou como repórter e apresentadora.
Formada em Jornalismo pela PUC Minas, curso iniciado em 2010 e concluído em 2015, Alice tinha como motivação o desejo de transformar realidades por meio da comunicação. Ao longo da carreira, acumulou experiências em televisão e rádio, além de atuar nas áreas de produção, edição e apresentação.
Os primeiros passos na profissão foram dados em estágios em emissoras como SBT, TV Globo e Record Minas. Posteriormente, trabalhou na Record TV e na Rede Bahia. Em 2020, mudou-se para Brasília, onde passou a integrar o Grupo Bandeirantes de Comunicação, retornando a Belo Horizonte em 2024.
Além da carreira, Alice se dedicava à família. Mãe de um bebê de nove meses, Pedro, ela vivia o momento de planejar a festa de um ano do filho, a quem chamava carinhosamente de “astronauta”, apelido dado após o menino precisar usar um capacete para auxiliar na formação do crânio.
Casada com o policial rodoviário federal João, Alice compartilhava momentos pessoais com frequência. Em uma de suas últimas folgas, esteve em Salvador com a família do marido e retornou animada, registrando a viagem.
A jornalista também mantinha uma relação próxima com o irmão, Bê, e se envolvia com pautas relacionadas ao autismo, tema que acompanhava de perto por fazer parte de sua realidade familiar.
Em nota, a Band destacou a presença marcante de Alice no ambiente de trabalho. Segundo a emissora, a jornalista era conhecida pelo bom humor e pela forma leve com que lidava com o dia a dia da redação, mesmo diante das dificuldades.
“Alice era o coração das nossas manhãs; mesmo em seus dias de mau humor, conseguia arrancar risos da equipe”, informou a empresa, que também ressaltou o impacto da perda entre os colegas.
“Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece”, acrescentou a emissora.
Doação de órgãos
A Band informou ainda que, apesar da inviabilidade clínica para a doação do coração, a família autorizou a doação de órgãos, reforçando o espírito solidário que marcou a trajetória da jornalista.
A morte de Alice Ribeiro interrompe uma carreira marcada pela dedicação ao jornalismo e pelas relações humanas construídas ao longo do caminho. Entre o trabalho e a vida pessoal, ela deixa como legado a empatia, o compromisso com a informação e a solidariedade.
Com informações do O Tempo







