A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta sexta-feira (12) uma nova previsão para o impacto dos reajustes nas contas de energia elétrica em 2026. Segundo a atualização, o efeito médio dos aumentos passou de 8% para 8,6% no ano, percentual superior ao estimado anteriormente no boletim divulgado em março.
Os dados fazem parte da segunda edição do boletim Infotarifas de 2026. A primeira edição foi publicada em março deste ano. O documento foi criado pela Aneel em abril do ano passado com o objetivo de acompanhar e divulgar informações sobre as tarifas de energia elétrica no país.
Apesar da expectativa de aumento médio de 8,6% nas tarifas de energia ao longo do ano, a Aneel informou que consumidores atendidos por 22 distribuidoras poderão ser beneficiados com descontos nas contas de luz.
De acordo com a agência reguladora, a redução nas faturas será possível devido à destinação de recursos provenientes da repactuação da obrigação de pagamentos de centrais geradoras. Esses valores serão utilizados para amenizar os impactos tarifários para parte dos consumidores.
A previsão de reajuste das tarifas de energia elétrica supera as estimativas atuais para os principais índices de inflação do país.
Segundo os dados apresentados pela Aneel, a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é de 5,8%, enquanto a expectativa para a inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 4,9%.
Dessa forma, o aumento médio esperado para a conta de luz deverá ficar acima dos índices inflacionários projetados para o período.
O custo da energia elétrica continua sendo um dos fatores que impactam o orçamento dos brasileiros. Em maio, a inflação registrou alta de 0,58%, mas o grupo habitação foi influenciado pelo aumento das despesas com energia.
No período, o grupo apresentou índice de 1,22%, impulsionado principalmente pela elevação de 3,67% no valor da conta de luz, segundo os dados divulgados.
Com informações do Metrópoles







