Para celebrar os 40 anos das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) no Brasil, será realizado o VII Congresso Nacional das Apacs. O evento acontecerá nos dias 19 a 22 deste mês, em Itaúna.
A Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) é a idealizadora do congresso e, segundo seu diretor, Valdeci Antônio Ferreira, o encontro é realizado a cada quatro anos com o objetivo de fortalecer e unificar a aplicação do método Apac, além de discutir temas relacionados à segurança pública. Os benefícios dessas entidades estão mais do que comprovados. O índice de reincidência dos detentos é de 5%, enquanto no modelo prisional tradicional é de 85%, explicou Ferreira.
Segundo o criador do método, o advogado paulista Mário Ottoboni, o modelo deu certo por se basear na promoção da humanização da pena e na valorização do ser humano. Preparamos o detento para voltar ao convívio social. E fazemos isso com amor e confiança neles, disse. As Apacs não contam com agentes de segurança e são os próprios detentos que cuidam das celas. Nunca tivemos rebelião e o número de fugas é muito baixo, contou Ottoboni.
Modelo
O sucesso do método, que se baseia ainda na evangelização, no trabalho, na educação e no apoio à família, é comprovado pelos números. Atualmente, são 147 instituições em todo o Brasil, sendo 32 com sedes próprias que atendem 2 mil recuperandos. Dessas 32, 29 estão em Minas, disse Ferreira. Ele explicou que o Estado é o expoente dentro desse modelo devido as parcerias firmadas com o governo estadual e com o Tribunal de Justiça.
Cleubert de Oliveira, 35, afirmou ser uma nova pessoa desde que cumpriu uma pena de três anos por assalto em uma Apac. Lá, eu pude estudar, aprender os valores da vida e, principalmente, ser valorizado, afirmou. No fim deste ano, ele se formará em direito e pretende ser defensor público.








