Enquanto a indústria da alta tecnologia chora a morte de Steve Jobs, os executivos da Apple enfrentam os desafios de como continuar a maré de produtos de sucesso e, ao mesmo tempo, evitar problemas que geralmente caem sobre empresas que perdem seus fundadores.
O risco é o seguinte: como seguir com as lições que Jobs transmitia a seus colegas executivos da Apple nos últimos 14 anos sem cair na armadilha de seu legado e ser incapaz de adaptar a empresa a mudanças futuras.
Tim Cook, tenente de longa data na Apple, capturou a dificuldade do equilíbrio em um e-mail enviado aos funcionários da Apple no final de agosto, após ter aceitado o cargo de chefe executivo: Quero que vocês tenham a certeza de que a Apple não vai mudar, ele escreveu.
De certa forma, a mensagem foi uma tentativa de assegurar à equipe que o comprometimento com a inovação estabelecido por Jobs não iria mudar, mesmo se ele não mais fizesse parte das operações diárias da empresa.
Mas especialistas afirmam que a mudança é, com frequência, exatamente o que as empresas precisam para acompanhar o mercado nos anos que seguem a morte dos fundadores. Para o professor da Universidade de Harvard David Yoffie, a Apple não pode cair nessa armadilha. A questão não é o que Steve teria feito. Isso é uma receita para problemas.
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