O deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSC) participou nesta terça-feira (15) de uma audiência pública na Assembleia de Minas, que discutiu o aumento de explosões de caixas eletrônicos no Estado. Arantes, que é presidente da Frente Parlamentar de Cooperativismo (Frencoop-MG) convidou o diretor de supervisão e normas do Sicoob Central Cecremge, Alfredo Melo, para também falar de sua aflição aos ataques que os terminais de cooperativas de crédito tem sofrido. Nesta mesma audiência, Antônio Carlos pediu um requerimento para a Comissão de Segurança Pública, a fim de que a Assembleia possa ouvir esclarecimentos sobre a razão de postos da Polícia localizados perto da fronteira do Estado de São Paulo estarem sendo fechados. ?Estamos sendo informados de que postos perto de São Sebastião do Paraíso, Guaxupé, Arceburgo e Capetinga estão sendo fechados com a desculpa de que a fiscalização se tornará itinerante. Tenho dúvidas sobre esta mudança, pois se abrirem as fronteiras, temo pelo aumento do tráfico de drogas, de roubos de gado, de assaltos em bancos, principalmente por que nossa região de Passos, Paraíso, enfim toda a MG- 050 faz parte da rota caipira?.
O representante da Cecremge, Alfredo Melo, fez um agradecimento especial ao trabalho do deputado Antônio Carlos Arantes por representar tão bem os interesses das cooperativas de modo geral, em especial as cooperativas de crédito. Ele explanou sobre sua preocupação com relação ao tema. ?Muitas vezes estamos presentes em cidades que não contam com agência bancária. A violência leva o desabastecimento de dinheiro aos municípios, gera retrocesso, aumento de custos e estamos, inclusive, com dificuldade de alugar prédios para colocarem nossos terminais. Precisamos de uma ação mais imediata?, expôs.
Autoridades relatam o problema
O deputado Sargento Rodrigues (PDT) lamentou a ausência de representantes do Exército Brasileiro, instituição responsável pela fiscalização do comércio de dinamites e explosivos, utilizados em inúmeros assaltos. O deputado João Leite (PSDB) levou algumas notícias intrigantes sobre a comercialização de dinamites. Segundo ele, no Rio Grande do Sul e em Ciudad de Leste (Paraguai) se comercializa dinamites com camelôs.
O delegado Márcio Simões Naback citou 203 ocorrências deste teor em 2011, incluindo arrombamentos e explosões em caixas eletrônicos em Minas. Apenas nos três primeiros meses, 73 casos já foram notificados. Naback chamou a atenção para explosivos caseiros que estão sendo fabricados com materiais conseguidos em lojas de fogos de artifício. O inspetor da Polícia Civil, Éder Alexandre confirmou a fala de Naback. ?Eles estão inovando nos artefatos?.
O major da Polícia Militar Jorge Rocha afirmou que 94 pessoas foram presas recentemente em função deste delito em Minas.
Arantes reiterou sua preocupação com estas ocorrências em cidades da região como Jacuí, São José da Barra e São Sebastião do Paraíso que já tiveram este caso registrado. ?Estamos na fronteira do Estado de São Paulo, por isto, penso que é preciso uma ação das Polícias com mais força nestes locais, lembro aos senhores que estamos na rota caipira?, finalizou.
Participaram também da audiência os deputados Dalmo Ribeiro (PSDB), João Leite (PSDB), que preside a Comissão de Segurança Pública; Maria Tereza Lara (PT), o promotor Joaquim Miranda, o delegado da Polícia Federal Alexandre de Andrade, entre outras autoridades.

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