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Aspirina em excesso provoca sangramento nos intestinos

Nova York, EUA. Quase um terço da população norte-americana de meia-idade tomam regularmente aspirinas infantil uma vez ao dia. A esperança é estarem prevenindo a chegada de um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral – AVC ou derrame -, além de diminuir as chances de câncer. Mas pesquisas sugerem que a aspirina não é para qualquer um. Em alguns casos, a droga é até mais prejudicial que benéfica.
Na semana passada, pesquisadores em Londres publicaram os resultados de uma análise de nove estudos sobre aspirina selecionados aleatoriamente nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. Juntos, esses países estudaram mais de 100 mil participantes.
A conclusão foi que os usuários constantes de aspirinas revelaram 30% mais chances de ter sangramentos gastrointestinais graves, um efeito colateral comum em usuários frequentes de aspirinas. O risco de morte, em geral, no estudo foi o mesmo para aqueles que usam o medicamento e os demais. Mas, apesar de estudos anteriores terem ligado o consumo de aspirinas à prevenção de diversos tipos de câncer, a nova análise não indica o mesmo benefício.
É importante ressaltar que os participantes das pesquisas nunca haviam sofrido ataques do coração ou derrames cerebrais. Durante as avaliações, os voluntários ingeriram aspirinas ou placebos regularmente para determinar se o medicamento é realmente benéfico em pessoas que nunca apresentaram doenças do coração.
Para Alison Bailey, diretora do programa de reabilitação cardíaca na Universidade de Kentucky, é preferível eliminar o medicamento da dieta. As pessoas nem consideram a aspirina um medicamento e esquecem que há efeitos colaterais. É a parte mais complicada do terapia do tratamento com aspirinas, diz.
Por outro lado, os pesquisadores descobriram que os usuários regulares de aspirina apresentaram 10% menos chances de terem qualquer tipo de problema do coração e tinham uma probabilidade 20% menor de ter um ataque do coração não fatal. Apesar das boas notícias, o estudo também prova que os riscos de tomar aspirinas com frequência são maiores que os benefícios.
Em geral, para cada grupo de 162 usuários regulares, segundo a pesquisa, a droga preveniu um ataque cardíaco não fatal, mas causou cerca de dois sangramentos gastrointestinais graves.

Traduzido por Luiza Andrade