A aspirina tem diversos usos na prática médica, sendo utilizada principalmente devido ao seu efeito analgésico. Entretanto, nos últimos 20 anos, a droga tem sido utilizada com o intuito de se prevenir eventos cardiovasculares e, agora, poderá ser utilizada na tentativa de reduzir o número de casos de câncer.
Uma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford verificou que uma dose diária de 75 mg reduziu em até 20% a chance de morte por câncer, ou seja, de acordo com o estudo uma pequena dose diária de aspirina pode ser capaz de reduzir substancialmente o risco de morte por uma série de tipos da doença.
O estudo, publicado na edição de dezembro do ano passado da revista científica ?The Lancet? e analisou dados de cerca de 25 mil pacientes, a maioria deles da Grã-Bretanha. Especialistas dizem que os resultados mostram que os benefícios da aspirina comumente compensam os riscos associados, como aumento da possibilidade de sangramentos ou irritação do sistema digestivo.
Outros estudos já haviam associado a aspirina à redução dos riscos de ataques cardíacos ou de derrames entre as pessoas nos grupos de risco. Mas acredita-se que os efeitos de proteção contra doenças cardiovasculares sejam pequenos entre adultos saudáveis. Também há um risco maior de sangramentos no estômago e no intestino.
Porém a pesquisa de Oxford afirmou que, ao avaliar os benefícios e os riscos do consumo de aspirina, os médicos deveriam também considerar seus efeitos de proteção contra o câncer. As pessoas que consumiram o medicamento tiveram um risco 25% menor de morte por câncer durante o período do estudo, e uma redução de 10% no risco de morte por qualquer causa em comparação às pessoas que não consumiram aspirina.
O tratamento com a aspirina durou entre quatro e oito anos, mas um acompanhamento de mais longo prazo de 12.500 pessoas mostrou que os efeitos de proteção continuaram por 20 anos tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

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