Formiga

Assessor de Lula diz que ligação entre PT e analista da Receita Federal em Formiga é ´tênue´

O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, disse nesta terça-feira (7) que os petistas Gilberto Souza Amarante, analista tributário da Receita Federal em Formiga, e Antonio Carlos Atella Ferreira, que consultaram os dados de tucanos, têm tênue ligação com o partido.
São filiados na base, lá em baixo, que nunca participaram de nenhuma direção e um deles nem lembrava que era filiado [ao PT]. Transformar isso em petista, querer contaminar o partido com isso é no mínimo má vontade, má-fé, disse Gilberto Carvalho, após assistir ao desfile do Sete de Setembro em Brasília, ao lado do presidente Lula. Conforme reportagem da Folha, ele defendeu a expulsão dos dois petistas do partido caso seja confirmado que cometeram algum crime.
O assessor de Lula disse ainda que é absolutamente dentro da possibilidade que algum católico, algum membro de outro partido ou do PT cometa algum erro.
Ainda segundo a Folha, Gilberto Carvalho criticou a campanha de José Serra/PSDB por imputar, sem provas, o mando das violações ao comando da campanha de Dilma Rousseff/PT. O assessor alegou que imprensa está tratando de maneira desigual casos de quebra de sigilo que tiveram como vítimas tucanos e petistas.
Conforme a reportagem da Folha, o chefe de gabinete qualificou de armadilha a tática dos adversários tucanos de explorar eleitoralmente a violação do sigilo, mas apontou

A Corregedoria da Receita Federal, por meio de um oficio enviado na última sexta-feira (3), adiou por mais dois meses o término da investigação sobre a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, e de outros tucanos. Segundo a Folha, o adiamento poderá deixar o desfecho da investigação para depois da eleição. A decisão está em despacho assinado pelo chefe substituto do escritório da Corregedoria na 8ª região fiscal, Claudio Ferreira Valladão.
De acordo com o G1, o chefe de gabinete de Lula atribuiu as acusações relacionadas ao vazamento de informações fiscais a ?desespero? da oposição diante da liderança de Dilma nas pesquisas de intenção de voto. ?Lamento porque a campanha deixou de debater as propostas para o país e ficou focada num episódio dessa natureza só porque o adversário, no desespero, acha que essa é a única arma para tentar mudar o quadro eleitora. ?
Gilberto Carvalho sinalizou que o acesso a dados sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra, pode ter sido resultado de uma disputa interna do PSDB.
No caso do analista tributário da Receita Federal em Formiga, Gilberto Souza Amarante, ele alega que não houve quebra de sigilo fiscal e que apenas acessou os dados do vice-presidente do PSDB ?por engano?, segundo ele foi um ?homônimo?. Ele alega também que o acesso em nada tem a ver com o PT, porque, apesar de ser filiado ao partido em Arcos, não é militante, nem contribui com o partido e nem mesmo participa de reuniões e outros movimentos.
O caso do acesso aos dados de Eduardo Jorge e da quebra da filha de Serra, Verônica Serra, continua sob investigação.