Umas das doenças mais estigmatizadas das últimas décadas, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) ganhou em 1987 um dia específico para a realização de ações de conscientização e combate, 1º de dezembro. Este ano, a Secretaria de Saúde de Formiga, por meio do Setor de Epidemiologia, preparou várias ações para discutir as questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/Aids.
Com o avanço da medicina e com o tratamento oferecido para os pacientes no Brasil, país que, de acordo com um relatório da ONU, se tornou referência mundial pela qualidade de vida proporcionada para os portadores da síndrome com o acesso gratuito à medicação, a preocupação com a prevenção diminuiu, mas os números de infectados continuam aumentando.
A coordenadora do Setor de Epimiologia, Ana Carolina Castro Oliveira, explica que a ideia principal é estimular a reflexão sobre a falsa impressão de que a aids afeta apenas o outro, distante da percepção de que todos estão vulneráveis.
Programação
Neste sábado (30), das 9 às 12h30, na praça Getúlio Vargas, no Centro ocorrerá a abertura das atividades pelo Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde realizarão orientações a respeito da doença e farão teste rápido de detecção do vírus HIV, causador da aids.
A partir de segunda-feira (2) será realizado um trabalho de prevenção da doença no Centro de Convivência do Idoso e serão disponibilizados testes rápidos para os interessados. Durante todo o mês de dezembro de 2013, será trabalhada também com os profissionais da Secretaria de Saúde a necessidade de eles mesmos realizarem o teste de HIV.
Já as Unidades de Saúde da Família de Formiga realizarão, também no decorrer de todo o mês de dezembro, programações individuais voltadas para essa campanha.
Saiba mais
Ana Carolina Castro Oliveira explica que aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo vírus HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Os portadores do HIV são pessoas conhecidas como soropositivas, não possuem sintomas da aids e podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.
Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids ou de ser portador do HIV era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas. Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste rotineiramente e sempre que passar por alguma situação de risco. Orienta ainda a usar sempre o preservativo.
Em Formiga, no ano de 2013, a condição de HIV/Aids, na maioria das vezes, foram descobertas de forma tardia, quando a aids já estava instalada.

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